José Fortes Filho ao lado da esposa Luciene Fortes
 
Faleceu em Teresina, onde morava, o jornalista e escritor José Alves Fortes Filho, presidente da Academia de Letras da Região de Sete Cidades e membro titular da Cadeira 01 da Academia de Letras do Vale do Longá. José Fortes Filho, como era mais conhecido, foi por muitos anos editor do jornais O Estado e O Dia, ele estava há alguns anos com complicações de saúde e veio a falecer por volta de meio-dia deste Domingo, 11 de Fevereiro de 2018. Era natural de Piracuruca-PI.


José Alves Fortes Filho é natural de Piracuruca (PI), filho de José Alves Fortes e Teresa Alves Fortes, é Agente Superior de Serviços do Governo do Estado do Piauí, jornalista, radialista, escritor, poeta, editor, historiógrafo, redator e cronista. Presidente do Conselho de Administração do Memorial das Nações Indígenas, órgão do Governo do Estado do Piauí; presidente da Academia de Letras da Região de Sete Cidades (Alresc) e do Instituto do Mérito Cultural Leonardo Castelo Branco; vice-presidente da União Brasileira de Escritores (UBE/PI); secretário da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Secção do Piauí; diretor da Academia de Letras do Vale do Longá (Alval); membro fundador da Academia de Letras e Belas Artes de Floriano e Vale do Parnaíba (Albeartes); presidente-fundador da Associação de Defesa dos Passageiros de Transportes Públicos de Teresina (Adetut); redator da Coordenadoria de Comunicação do Governo do Piauí
Foi chefe da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Fazenda do Estado do Piauí (1982). Outras funções públicas exercidas: redator da Secretaria de Comunicação do Governo do Piauí (1984), onde exerceu os cargos de Chefe de Reportagem, Chefe da Divisão de Imprensa e Diretor do Departamento Técnico de Jornalismo (1985).
Foi Chefe de Gabinete da Assessoria de Imprensa no Palácio de Karnak (1986); Diretor do Jornal da Integração do Governo do Estado (1986); Assessor Especial da Empresa de Turismo do Piauí (1982); Redator da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Administração (1996); Assistente de Comunicação da Academia Piauiense de Letras (1987/1992); Chefe do Departamento de Desenvolvimento Turístico da Empresa de Turismo do Piauí (1997); Fiscal do Exercício Profissional do Ministério do Trabalho/Creci-23ª Região (1979); Editor do Informativo da Associação Comercial Piauiense (1985); Secretário de “Notícias Acadêmicas” e da “Revista” da Academia Piauiense de Letras” (1987/1992), gestão A.Tito Filho; Editor e Diretor dos jornais O Dia, Diário do Povo e O Estado; participou do processo de criação do jornal Meio Norte; Representante do jornal carioca O Globo, durante 14 anos; Editor do jornal eletrônico Fax d'O Dia; Do “Fax de Hoje”; Editor da revista Resenha Municipalista, de O Municipal, do Jornal da Tarde, dos suplementos Variedades, Agroindustrial, da revista Karnak, do Informativo do Conselho Regional de Medicina; Diretor comercial e colunista do jornal Correio do Piauí; Assessor de Comunicação da Piemtur (1997/1998). Diretor proprietário da revista MAFRENSE, fundada pelo acadêmico J. Miguel de Matos.
Recebeu o Diploma do Mérito Cultural Lucídio Freitas, da Academia Piauiense de Letras (1986); Diploma do Mérito Centenário de Piracuruca (1988); Diploma de “Colaborador Emérito”, da Associação dos Microempresários do Piauí (AMEPI); Diploma de Amigo do 25º Batalhão de Caçadores (Exército Brasileiro), em 1989; Diploma de Colaborador da 26ª CSM, concedido pelo Exército Brasileiro, através da 10ª Região Militar; Menção Honrosa do Ministério da Previdência Social (1968); Diploma de Jornalista do Ano (1997); Diploma do Mérito Cultural Wall Feraz, concedido pelo Governo do Piauí, através da Fundação Cultural do Piauí.
Obras publicadas: “Literatura & Arte” (Comepi/1986); “Jornalismo - Ética, Direito, Dever” (APL/Editora Júnior/1989); “Adesão do Piauí à Independência do Brasil” (Editora Júnior/1991); “Pesquisa Sobre a História de Teresina - De Saraiva a Heráclito” (Editora Júnior/ 1994); “Imortalidade Acadêmica” (relato sobre a posse na Academia de Letras do Vale do Longá, (Editora Expansão/1994); “Os Dois Irmãos Milagrosos de Parnaíba” (em parceria com o professor Antônio de Pádua da Costa Lima (Comepi/1996); “Vultos da Região de Sete Cidades”, (Gráfica da Unversidade Estadual do Piauí-UESPI); “Momentos Culturais-Posse Acadêmica” (TJP, 2004); “Ferrovias – Primórdio, Desmonte e Revitalização” (2004); “Nações Indígenas”, com a participação do escritor Wellington Dias; “Antologia de Talentos do Piauí” (Em fase de conclusão; “Josípio Lustosa – Perfil de um Líder” (Teresina, 1998); “Hermes Pinheiro – Poeta e Jornalista”, (Teresina, 1998); “Ensaio Poético”, poesias (Teresina, 1998); “Crônicas dos Novos Tempos”, (Teresina, 1999); “Domingos Mourão - Vulto de Pedro II” (Teresina, 2001).

Obra literária

Para o analista Herculano Moraes, a obra de José Fortes Filho se bifurca em três planos: a análise da vida cultural do Piauí, seus movimentos, suas tendências; O estudo, análise e doutrinas do pensamento jornalístico da atualidade e o levantamento da história piauiense, em seus contornos emancipacionistas.

Josias Clarence destaca em José Fortes Filho “a simplicidade, como água cristalina, e seu estilo literário inconfundível, fatores que me levam a considerá-lo um escritor promissor, um analista literário consagrado pelo muito que tem realizado”.
Fiúza Lima, Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, observa a obra de José Fortes Filho, “como um texto mais fácil de ser compreendido por todos. Ao enfocar Mário de Andrade, entre outros autores, José Fortes dá uma demonstração evidentede um homem atualizado, através de seus conhecimentos profundos da vida literária e social do País”.
Na ótica do escritor e jornalista Kenard Kruel, “José Fortes Filho, quer como escritor e, principalmente, como jornalista, faz parte da história cultural piauiense”.
Ademar Bastos, advogado, jornalista, professor e editor de TV e Jornal, destaca o sucesso do acadêmico, afirmando que “o jornalista-escritor José Fortes Filho, brilhante afirmação de nossas letras, pássaro canoro no mundo das rimas, a quem unem-se nossas estimas, incursiona agora pela senda literária, com absoluto sucesso”.
Destaca ainda Herculano Moraes que “no livro que publicou em 1986 (Literatura & Arte), José Fortes Filho reúne apreciações críticas, análises do comportamento cultural do Estado, poesias e memórias de sua lavra, revelando-se um arguto analista das obras consagradas de nossa literatura e um bem informado cronista do nosso cotidiano.
Sua obra percorre, desde a simples apreciação de uma solenidade educativa, ao estilo de escritores como Machado de Assis, Joaquim Manoel de Macedo, Lima Barreto e outros, com incursões ainda sobre paisagens turísticas e os eventos que constituem o nosso calendário.
“Jornalismo - Ética, Direito, Dever” recebeu da crítica especializada exaltados elogios. José Eduardo Pereira entende a obra como “uma generosa contribuição de um jornalista ainda jovem, mas bastante experiente, ao aprimoramento da imprensa como poderoso instrumento de formação de idéias e comportamentos”.
João Carlos Dias, ex-presidente do Clube do Repórter do Piauí, debruçado sobre a obra, garante que “nunca a comunicação precisou tanto, como agora, de estudos que possam oferecer pontos objetivos, como equilíbrio da teoria e da prática”.
O artista gráfico Lasan entende que a obra de José Fortes Filho “vem, além de preencher um espaço há muito reclamado na área, mostrar raízes de um jornalismo desconhecido e descompromissado, e enriquecer aspirações de uma juventude que busca valores tupiniquins”.
Impressionado com o crescimento profissional de José Fortes Filho, o acadêmico Cunha e Silva não se conteve e manifestou sua opinião, afirmando que o escritor é hoje “uma das mais lídimas expressões de intelectualidade nova do Piauí”.
“Na verdade - continua o autor de ‘Visão Histórica da Literatura Piauiense - em ‘Jornalismo-Ética, Direito, Dever’ o jornalista levanta fatos da vida jornalística, não apenas piauiense, mas universal, ao tempo em que procura mostrar os caminhos para o exercício de um jornalismo sadio, respaldado na ética e na observação constante dos direitos e deveres profissionais e dos leitores. É um texto oportuno, vigoroso, rico de ensinamentos. A consolidação de uma linha de jornalismo literário que enriquece as letras piauienses e nos revela a existência de personalidades ainda dispostas a empalmar a luta pela prosperidade do conhecimento e pela preservação da inteligência.
O biógrafo e escritor J. Miguel de Matos, da Academia Piauiense de Letras, ao analisar o autor e sua obra sobre a capital do Piauí, afirma que José Fortes Filho “agora preocupado em revelar, num estilo leve e sintético alguns aspectos de Teresina, é de justiça afirmar-se que a maneira como trata esses fatos históricos facilita a leitura da obra e cria, naturalmente, nos leitores, sempre alheios ao conhecimento da História, um invulgar interesse de um texto antes enfadonho. Impõe-se, imediatamente, a publicação desta obra do meu jovem confrade José Fortes Filho que, além de credenciá-lo à admiração de nossa gente, é uma estrada menos árdua para os umbrais da Casa de Lucídio Freitas, onde já presta, como jornalista atuante que é, grandes serviços.
Não é justo, na minha opinião, deixar de dizer, neste depoimento, a similitude estilística do autor com a dos historiadores Monsenhor Joaquim Chaves, Odilon Nunes, José Patrício Franco e A. Tito Filho, que, também, oferecendo condição de leitura aos interessados na historiografia do Piauí, muito ajudaram, conquistando o interesse de leitores, para o conhecimento dos fatos mais importantes do Estado, e, particularmente, de Teresina.
O escritor e acadêmico Júlio Romão da Silva, da Academia Piauiense de Letras e do Instituto Rondon, ao falar sobre o autor destaca que “Jornalista e escritor brilhante, José Fortes Filho, é, sem dúvida, uma das mais autênticas afirmações da atual cultura piauiense. José Fortes tem-se revelado arguto e criterioso pesquisador e historiógrafo. Pelo que deve ser aplaudido como homem de imprensa e de letras”.
Renato Castelo Branco, escritor de mais de 20 livros, membro da Academia Piauiense de Letras, ressaltou que José Fortes Filho em “Jornalismo-Ética, Direito, Dever” se destaca pela seriedade, trabalho de minucioso pesquisador que, entretanto, extrapola os limites da pesquisa para consagrar o conceitual e o ético. É notável a capacidade de ordenação didática de José Fortes Filho”. Membro da Academia Brasiliense de Letras e da Casa de Lucídio Freitas, presidente do Comitê de Imprensa do Senado da República, João Emílio Falcão Costa Filho, jornalista e escritor, afirmou que José Fortes Filho no livro “Jornalismo” oferece uma boa contribuição e demonstra o ótimo nível a que chegou a imprensa em nosso Estado”.
O intelectual e acadêmico Geraldo Fontenele, em análise no jornal de Fortaleza - Tribuna do Ceará - atesta que “José Fortes Filho é escritor e jornalista de nomeada. Altiva expressão das letras piauienses, onde desempenha, ao lado do mestre A. Tito Filho, o seu papel com talento e correção”. Bugyja Brito, da Academia Piauiense de Letras, ao informar que recebeu o livro “Jornalismo”, através de A. Tito Filho, destacou a contribuição do autor às letras piauienses. A. Tito Filho, ao fazer a apresentação de “Literatura & Arte”, no lançamento da obra, em agosto de 1986, em sessão da Academia Piauiense de Letras, enfatizou que “José Fortes é, inegavelmente, uma inteligência útil à coletividade; amigo sincero e leal; cultiva uma verve permanente e revela nesse livro uma espécie de homem plural, do ponto de vista da inteligência , porque fala de todos os assuntos, com uma leveza estilística muito admirável, correção de linguagem, de forma que devemos nos regozijarmos porque à literatura piauiense se incorpora mais um trabalho de valor”.
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