Palácio Casa Rosada, sede do executivo de Barras

Na página  oficial da Prefeitura de Barras o prefeito Carlos Alberto Lages Monte lamenta a situação crítica que enfrenta o Município, com contas e dívidas parceladas do governo anterior de Edílson Sérvulo, além  da redução dos repasses financeiros por  consequência da baixa arrecadação do Estado.  A alternativa para manter o equilíbrio das contas públicas, segundo o chefe do Executivo Barrense,  foi o afastamento de 20% dos cargos comissionados. São pais e mães de família que agora ficarão desempregados e o que se espera é que no lugar desses 20% que saíram, outros 20% não entrem via interesses pessoais e políticos.


Veja abaixo nota oficial da Prefeitura de Barras sobre o desligamento dos servidores comissionados:

 "'É do conhecimento de todos o momento delicado que o nosso país em razão da crise econômica que já se arrasta há pelo menos 2 anos. Por consequência os estados e municípios também sofrem seus efeitos. É uma conta simples o Governo Federal arrecada menos e consequentemente repassa menos para os municípios. Uma situação muito difícil de ser administrada, quando as obrigações dos municípios só aumentam.

Desde que assumimos a Prefeitura de Barras, estamos enfrentando dificuldades de todas as naturezas. Além de pagarmos pelas obrigações inerentes à nossa gestão estamos cumprindo com parcelamentos e débitos deixados pelos gestores do passado, uma herança que tivemos a preocupação de auditar e encaminhar para os órgãos de controle para a que tome as medidas jurídicas necessárias.

Contudo, é possível ainda se dizer que com menos recursos e mais obrigações, reestabelecemos os programas sociais e da saúde, reiniciamos obras inacabadas e foi dado início a novas. Investimos em iluminação pública, abastecimento de água, estradas, tapa buraco e ainda conseguimos manter os salários e as obrigações constitucionais em dia, ou seja, uma ampla variedade de ações, fruto de muito esforço de todos que compõem a nossa gestão. Sabemos que ainda há muitos problemas e que ainda há muito para ser feito, mais é bom sempre lembrar que problemas gerados por muitos anos de descaso não se resolvem em poucos meses.

Meus amigos, sabia que a missão de ser prefeito traria muitos desafios, embates, incompreensão de alguns, mais o desafio em meio a esta crise sem precedentes a cada dia nos mostra ser bem maior. Nesse momento vale a premissa que ninguém é maior do que a lei, e devemos cumpri-la, mas para isto são exigidas decisões difíceis do gestor, como as que vamos anunciar agora.

Com a obrigação de manter a austeridade nas finanças públicas e de cumprir a LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal, estamos promovendo o corte de 20% dos funcionários comissionados, 30% no valor das funções gratificadas do servidor efetivo.

Quem nos conhece sabe que nunca entramos na política para usá-la como meio de vida. Isso foi o que combatemos, por isso, implantarmos um modelo responsável e democrático de gestão pública.  

É baseado nisso que tivemos de tomar uma atitude agora impopular, visando, contudo, não comprometer a gestão, aspirando que, no futuro, saiamos desta crise de mãos dadas, conduzidos pela responsabilidade, pelo zelo e pela seriedade com os quais devem – ou deveriam – sempre agir todo gestor que tem compromisso com seu município e sua gente.

É preciso agradecer a todos que até aqui estiveram conosco, mas que acreditamos que ainda continuarão a apostar na nossa forma de governar. Entendemos que a boa prática não pode ficar apenas no discurso. Depende de ações implementadas e avalizadas por todos nós. Acreditamos que após uma reflexão serena e racional levará ao entendimento sobre nossas razões e, acima de tudo, sobre nossas intenções.

Nos mantemos otimistas, com foco no trabalho para mudar a realidade da nossa cidade e construir o futuro que todos almejamos.

Agradeço compreensão de todos."  Disse Carlos Monte em seu pronunciamento
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