Por todo o ano de 2017 o Governo do Estado do Piauí, patrocinador master do Piauí Esporte Clube, Esporte Clube Flamengo e River Atlético Clube,  teve a sua logomarca estampada nos uniformes dos clubes, em placas nos centros de treinamentos, nos estádios e nos banners para entrevistas. Mas não pagou o que deveria pagar e ainda usou a imagem desses clubes em propaganda oficial do Governo dizendo estar "ajudando" o futebol piauiense.

Anualmente o governador Wellington Dias, do PT, reúne a imprensa e faz promessas direcionadas ao futebol amador e profissional. De boa lábia, Wellington Dias costuma enganar a todos. No início do seu governo dirigiu-se ao Estádio Albertão, acompanhado de assessores, dirigentes de clubes e da Federação de Futebol do Piauí, bem como da imprensa esportiva, dizendo que faria uma mega reforma no estádio construído no início da década de 1970 e proibido de ser usado para jogos, via ação do Ministério Publico, por não oferecer as condições adequadas para receber grande público. Muita mídia para o Governo e os anos passaram e o Albertão está do mesmo jeito!

Quanto ao repasse das obrigações financeiras firmadas como patrocínio para os clubes do futebol profissional, a Associação Atlética de Altos, cujo presidente e a prefeita da cidade de Altos são do mesmo partido e amigos próximos de Wellington Dias, recebeu o dinheiro prometido pelo patrocínio. O Parnahyba Sport Club também recebeu, graças a interferência de políticos próximos ao governador e ligados a diretoria do vice-campeão piauiense de 2017. Somente estes dois clubes, por terem recebido o dinheiro do Governo, já estão trabalhando para a temporada de 2018.

River, Piauí e Flamengo-PI não receberam um só centavo e por conta disso estão com salários atrasados de atletas que atuaram ainda no primeiro semestre deste ano! Com dívidas, os três clubes da capital fazem um "estica e pucha" em suas finanças para poderem anunciar até o dia 20 de Dezembro os primeiros nomes para comporem os elencos do Estadual de 2018, que começa em Janeiro. Pelo visto, vão contratar jogadores para a próxima temporada ainda devendo os do ano anterior! 

Falta também mais profissionalismo nas diretorias dos clubes do Estado, dirigentes que se perpetuam no poder e que vendem sedes dos clubes e usam o dinheiro para fins ignorados, deixando os mesmos cheios de dívidas trabalhistas; que não pagam as concessionárias de energia elétrica e água, não cuidam devidamente dos centros de treinamento e até fazem com que seus times usem uniformes feitos em malharias de fundo de quintal de Teresina; estes provocam também o descrédito que afasta investidores e torcedores.

As maiores empresas do Estado também não apoiam, ganham do governo isenção de ICMS para 10, 15, 20 anos, depois que completam a etapa de isenção de pagamento de impostos, mudam para outros estados, de preferência o Maranhão. Ou alguém ver nos uniformes dos clubes de Teresina ou outra cidade do Estado, empresas como Armazém Paraíba, Pintos, Canadá Veículos, Jet, Jelta, Comercial Carvalho, Extra, Teresina Shopping, Rio Poty Shopping, Riverside Shopping, Supermercados Pão de Açúcar, Alemanha Veículos, Newland, Antares Ford, Greencity Hyundai,  grandes empresas que atuam no agronegócio no sul do Estado, dentre tantas outras que aqui usam em muitos dos casos a mão de obra barata e são beneficiadas com isenções decanas de impostos?

A imprensa esportiva também se acovarda, não cobra, pois muitos radialistas e alguns jornalistas recebem migalhas de instituições como forma de patrocínio e terminam calando a boca. A própria APCDEP - associação que congrega radialistas, jornalistas e fotógrafos, que atuam na imprensa esportiva, funciona dentro de uma sala da Federação de Futebol do Piauí, e por conta disso se anula a cobrar da própria FFP ações que também possam melhorar o futebol piauiense, e alguns dos seus membros se queixam que se criticaram certos clubes e a FFP, logo são discriminados pela própria direção da instituição que os representa. 

Em 2017 a FFP deixou de realizar os estaduais Sub-15 e Sub-17, somente o Tribuna de Barras e o programa de televisão Cidade Verde Esporte, fezeram cobranças a mentora do futebol piauiense pela não realização dessas competições. O presidente da FFP, Cesarino Oliveira, chegou a telefonar para a redação do Tribuna de Barras, explicando sobre o calote dado pelo Governo do Estado, que segundo ele, por conta disso, impediu as realizações do Sub-15 e Sub-17, entre outras programações previamente estabelecidas. Cesarino também cobrou ações dos presidentes dos clubes no tocante a transparência dos seus atos e disse que clubes como o Flamengo-PI e Piauí Esporte Clube estavam merecendo "intervenção" por a cada dia estarem se tornando mais amadores. Falando a redação do Tribuna de Barras, Cesarino Oliveira também fez críticas às ações da imprensa esportiva, que segundo sua análise, só leva e traz muita conversa (...). O presidente da FFP disse ainda que tem os melhores propósitos para o fortalecimento da futebol piauiense, mas que o grande problema é que a Federação se organizou mas os clubes não acompanharam o nível de organização da FFP. 

Ainda sobre a imprensa esportiva um radialista que pediu para a reportagem do Tribuna de Barras não citar seu nome, disse: "Está difícil para trabalharmos! As emissoras de rádio com frequência AM estão se acabando em Teresina e as que existem, seus sinais não alcançam na maioria dos bairros da cidade. Nos estádios vemos somente um ou dois torcedores com um radinho de pilha no ouvido, geralmente com idade acima de 60 anos, isso nos desmotiva. Até o Sidney Santos já migrou para um canal de transmissão dos jogos pela Internet, pois a Rádio Antares, onde ele trabalha, passa um dia com programação no ar e dez dias não! As emissoras de televisão tecnicamente são fracas e não tem estrutura de ponta, nem pessoal e nem dinheiro para fazerem cobertura dos jogos realizados no interior do Estado. Os portais de notícia são poucos os que fazem cobertura dos jogos e quando fazem postam somente textos; quando usam uma foto, geralmente é copiada de outro site e muito mal feita; nem a escalação dos times colocam, com exceção do Site do Buim. Você já viu as fotos que são postadas no site Globo Esporte? São horríveis, são feitas de qualquer ângulo, mostram cachorro na beira dos campos de treinamento, mato, jogadores maus trajados e de chinelos japonesa, uma pobreza total de imagem. Por isso digo que também falta mais profissionalismo e amor a profissão e ao futebol piauiense por parte da maioria dos que fazem a imprensa esportiva. Nossos narradores de rádio na maioria são muito antigos, ultrapassados; o Salomão Viegas, da Rádio Pioneira, por exemplo, erra até o nome dos times que estão jogando e passa a transmissão toda enviando abraços para os amigos de Timon e Caxias, no Maranhão. O Dídimo de Castro esquece que está narrando o jogo e fica somente comentando, daí perde até os gols, gritando gol quando o tento já tem acontecido há uns três minutos! Nossa imprensa esportiva está caduca e não há uma renovação boa, basta que você veja uma transmissão de rádio ou TV bem aqui do Maranhão ou Ceará! Outra coisa, quando os times entram em campo e posam para as fotos, você ver um monte de fotógrafo mas não vê as fotos com o time formado em nenhum site ou jornal. Tem muita coisa errada meu amigo, precisamos mudar muito, evoluir, nossa imprensa ainda está na idade da pedra em relação a de outros estados", concluiu.

Finalizando, nós da reportagem do Tribuna de Barras concluímos que, há um conjunto enorme de ações que deveriam ser feitas para melhorar a vida financeira e física dos clubes de Teresina, mas que pelo que se nota, a principal é a decência, honestidade, prestação de contas, compromisso. Enfim, há muita gente errada achando que está fazendo o correto e o melhor para o futebol do Piauí. As críticas a imprensa devem ser vistas como motivadoras para mudanças positivas, não como uma alfinetada no ego de alguns.

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