Por todo o mundo, como o astro Messi, jogadores de futebol passaram a tatuar-se nos últimos 10 anos. A FIFA já recomenda aos clubes que orientem seus jogadores de base a não usarem tatuagens, pois elas estão aparecendo mais que os patrocinadores das agremiações!

Eis aí uma pergunta muito presente e, por que não dizer, bastante polêmica na vida das pessoas tatuadas. A tatuagem vicia? Superstições e radicalismos a parte, que atire a primeira pedra, quem nunca foi questionado sobre o assunto ou nunca se pegou pensando na próxima tatuagem algumas horas depois de sair do estúdio com um rabisco novinho em folha.
Diversos estudos fisiológicos e psicológicos dão uma ajuda na hora de responder a essa pergunta. A medicina afirma que há, sim, uma possibilidade de que a tatuagem vire um vício. Isso porque, durante as sessões de tatuagem, o corpo libera uma grande quantidade de endorfina. Um estudo datado de 2009 e realizado da Universidade de Bohn, na Alemanha, analisou o cérebro de 10 corredores assíduos antes e depois de uma corrida de duas horas de duração. As corridas, assim como as sessões de tatuagem, liberam uma alta concentração de endorfina no organismo. Imagens da região cerebral dos participantes mostraram que áreas ligadas à emoção e ao prazer foram ativadas graças à liberação de endorfina em seus organismos. Isso acontece porque a endorfina é um hormônio neurotransmissor – liberado normalmente durante a prática de exercícios físicos – que melhora a memória, o sistema imunológico, o humor, a disposição, aumenta a resistência e alivia as dores. O último benefício citado é, justamente, o pontapé inicial para a chamada “dor prazerosa e viciante” que só quem é tatuado conhece. A cada agulhada, uma sensação de prazer e fortalecimento gerada pela alta taxa de endorfina no sangue. Há, inclusive, um discurso famoso acerca do assunto:
“Para alguns, ter sido tatuado é uma espécie de cura. Adquirir uma tatuagem de grande proporção leva tempo e gera sofrimento, e isso vai ser um amadurecimento como ser humano. Você estará aprendendo a experimentar e superar dor. É como se a cada perfurar da agulha você ficasse mais forte e mais completo.”

E os motivos não param por aí. De acordo com estudos de cunho psicológico, como uma pesquisa realizada na Universidade Goettingen de Berlim, Alemanha, acerca das motivações relativas às tatuagens, os indivíduos tatuados são mais notados socialmente e, muitas vezes, sentem-se mais atraentes e seguros de si, de sua imagem, de seus princípios, de sua personalidade e, em alguns casos, até mesmo de sua espiritualidade, ao fazer uma nova tatuagem. Mas se envolverem com crimes, também se tornam facilmente descobertos pelas autoridades policiais e judiciais.
A verdade é que, na maioria dos casos, vício ou não vício, após a primeira vem a vontade da segunda. Após a segunda, diz a lenda que é bom fazer a terceira, já que tatuagens em número par não trazem sorte. E que a pele já “coça” em busca de mais e realmente “coça”...

(*) Fonte: portaltattooplace

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