O projeto é uma iniciativa da Prefeitura de Esperantina, cidade da Região da Grande Barras, para ampliar o consumo de peixe no próprio município e enriquecer o cardápio das quase 8 mil crianças matriculadas na rede pública de ensino. A secretaria municipal da educação já publicou o edital de chamamento público para cadastramento dos piscicultores que desejarem participar do projeto.
De acordo com a prefeita, Vilma Amorim, a prefeitura deve comprar em média 2 toneladas de peixe por mês, já na primeira fase, mas a previsão é expandir o projeto para que outros organismos públicos também possam participar, aumentando consideravelmente a compra do produto, especialmente neste momento quando Esperantina está colhendo uma de suas maiores safras de peixe, “Nossa piscicultura tem estrutura para fornecer peixe de qualidade para todos os órgãos públicos que forneçam ou processem alimentos, como hospitais, sistema penitenciário, educação, enfim, e já estamos fazendo essa articulação com o governo do estado” afirma.
Para a secretária municipal de educação, Bete Aguiar, a Cidade será pioneira na inserção de carne de peixe na merenda escolar e para isso está tendo todo o apoio do Sebrae, em todas as fases de implantação do projeto, “como a carne que recebemos já vem processada, sem espinhas, não houve nenhuma recusa por parte das cozinheiras, que já participaram de treinamento com técnicos do SEBRAE, criando e experimentando novas receitas à base de peixe para o lanche ser bem aceito ao gosto da criançada”, comemora.

Entenda o Projeto
A cidade de Esperantina desponta como uma das maiores produtoras de peixe em tanque escavado do estado do Piauí, e comemorou este ano uma de suas maiores safras, algo em torno de 10 toneladas por mês. Por isso a Prefeitura precisou intensificar as ações para garantir o processamento e o comercio de todo esse pescado, começando pelas escolas da pública municipal.
Através da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural – SDR, foi adquirida uma unidade processadora de peixe, que separa a carne das espinhas e escamas. O equipamento pode processar até 200kg/hora. Isso vai permitir que toda a produção possa ser industrializada, embalada e congelada, agregando valor e ampliando as possibilidades de inserção do produto no comercio.
A Prefeitura cadastra todos os piscicultores que desejam participar do projeto, estes devem se submeter ao monitoramento de seus tanques por técnicos da Prefeitura e da SDR, assim participam de um “rodízio” para que todos possam vender parte de sua produção. A Prefeitura também deve buscar as condições para ampliar a compra do produto por outros órgãos públicos, incluindo as secretarias estaduais, como Educação, Segurança e Saúde.
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