Domingo passado, dia 27.08.2017 voltava com meu irmão Francy Monte da localidade Lameirão, no interior de Barras para Teresina, e passei pela Fazenda Boca da Mata e não resisti e dei uma parada para matar a saudade.
O atual proprietário, meu amigo Bezerrinha não estava, porém fui muito bem atendido por uma funcionária da casa que, depois de devidamente identificado, ela me franqueou acesso a todas as dependências da casa.

No meu tempo de criança e de adolescente nos anos 1950-1960, era parada obrigatória na viagem que fazia para a Fazenda Lagoa Seca onde moravam meus pais.

O proprietário da Fazenda Boca da Mata era o Sr. ZÉ BATISTA (José Batista de Carvalho) casado com Dona MARIA BEZERRA (Maria Bezerra de Carvalho) uma tradicional família barrense.
Naquele tempo a ligação entre as cidades de Barras e Esperantina era feita por rodovia de piçarra que tinha parada obrigatória na Boca da Boca onde Dona Maria Bezerra atendia a todos com farto café com bolos, sucos, refrescos, frutas e doces de todos os tipos e de qualidade inigualável.
Zé Batista sempre impecavelmente vestido com calça e blusa de linha de seda (mangas compridas), usava chapéu Panamá e uma piteira de cigarro lhe conferia uma postura muito elegante. Homem de boa prosa, a conversa fluía fácil, causos e mais causos quase sempre terminavam em sonoras gargalhadas.
Gerações de filhos, netos e bisnetos cresceram enchendo de gritos e sorrisos os imensos quartos, salas e salões revestidos de ladrilhos e mosaico da imensa residência. Hoje luz elétrica acende a escuridão da noite. Água muita e doce brota de poços bem cuidados. Forno de assar bolos, capões e leitoas denunciam a fartura do passado.
Uma sortida loja que ocupava uma das esquinas da “casa grande” de tudo vendia, de secos e molhados a tecidos e comprava coco babaçu, tucum, cera de carnaúba, etc.
Tudo ainda muito conservado continua a encantar os que por ali transitam e que quase sempre param para uma avaliação mais detalhada.
Meu coração se encheu de alegria e me fez ter muita saudade daquele tempo.
Foi muito bom.

(*) Manoel Monte Filho, imortal da Academia de Letras do Vale do Longá - ALVAL.


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