Imagem do Rio Longá em sua passagem por Barras. Foto: Tribuna de Barras

No dia Mundial do Meio Ambiente, o Piauí comemora a notícia de que vai ganhar mais dez unidades de conservação. A preservação deve abranger nascentes de rios, serras e o cânion do Rio Poti que devem ser transformadas em áreas de proteção ambiental e parques estaduais.
De acordo com o superintendente da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar), Carlos Moura Fé, essas unidades devem estar prontas até o final do ano.    
“Desde o ano passado começamos a contratar a elaboração de estudos para criação dessas unidades, houve um pedido do governador para incluir as nascentes de alguns rios, porque há uma necessidade de se preservar as nascentes, que além do Parnaíba, nenhum outro rio tem sua área protegida em área decretada. Será um presente muito grande que o Estado está passando para a sociedade”, declarou o superintendente, que acredita que duas ou três já devem ser entregues até o próximo mês. 

Em Alto Longá-PI a nascente do Rio Longá está protegida por um "tanque" de tijolos, apenas! Foto do ano de 2008 em visita ao local do imortais da Academia de Letras do Vale do Longá, sediada em Barras

O Piauí possui atualmente 2.544.030,88 hectares ocupado por unidades de conservação, o que equivale a 11,77% do território, com 17 unidades de conservaçãoe oito estaduais. Com a criação destas dez, o Piauí passará para 35 unidades entre federais e estaduais.
Moura fé destaca que essas unidades servem para conservar, proteger e preservar essas áreas de meio ambiente, para que não sejam depredadas pela ação humana. “O cânion do Poti, por exemplo, possui vários atributos que precisam ser preservados como as manifestações arqueológicas, paleontológicas e culturais como gravuras que são específicas daquele local, pinturas rupestres e de toda beleza nos aspectos físicos e geológicos que ao longo dos anos foi criado pela natureza que precisa ser preservado”, exemplifica. 
Os estudos estão em fase de conclusão e entre os dias 20 e 29 de junho, os resultados serão apresentados à sociedade através consulta pública, para que sejam feitos os limites de cada unidade. “A população não tem o poder de deliberar a respeito, mas precisa conhecer e ser ouvida para que sua opinião sirva para subsidiar a decisão técnica de se criar ou não”, destacou Moura Fé. 


Manutenção
Para manter essas unidades conservadas está sendo elaborada uma lei sobre o Sistema Estadual de Unidades de Conservação que criará o Fundo Estadual do Meio Ambiente para manter as unidades sem depender necessária e exclusivamente dos repasses públicos. A lei está em fase de apreciação pela Procuradoria Geral do Estado e deverá ser encaminhada para aprovação da Assembleia Legislativa.
“O grande desafio é fazer a gestão e manutenção dessas unidades. A gente está criando um mecanismo de financiamento permanente dessas unidades através do Fundo Estadual do Meio Ambiente e criando um mecanismo a partir da cobrança de uma taxa de preservação ambiental para as atividades econômicas que de alguma forma se beneficiam dessas unidades de conservação. É uma taxa de fato que vai manter de forma permanente a possibilidade de fazer a gestão e manutenção dessas unidades”, declarou Moura Fé. 
Veja as unidades que devem ser criadas:
Parque Estadual Rangel - Curimatá
Parque Estadual Cânion do Rio Poti - Castelo do Piauí e Buriti dos Montes
Parque Estadual Serra do Santo Antônio - Campo Maior
APA Nascentes do Rio Gurguéia/ Uruçuí Vermelho - São Gonçalo do Gurguéia
APA Nascentes do Rio Canindé - Acauã
APA Nascentes do Rio Longá - Alto Longá
APA Nascentes do Rio Uruçuí Preto - Santa Filomena e Gilbués
Parque Estadual Serra dos Matões/Orquídeas - Pedro II 
APA Lagoa do Nazaré - Nazaré do Piauí
Lagoa do Portinho - Parnaíba e Luís Correia
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