A 12ª edição do concurso Jovens Escritores, promovido pela Fundação Quixote em Parceria com o Jornal O Dia, teve o prazo de inscrição prorrogado para o dia 11 de junho, mesma data em que se encerra o Salão de Livros do Piauí. Este ano, o tema central são as Lendas Piauienses.
Para a professora Carmem Regina, o tema dessa edição foi muito bem escolhido, pois é de suma importância para a valorização da cultura do Estado. “As lendas fazem parte da cultura do povo, constroem a arte e a arte constrói a história. Então ter isso ressaltado nesta edição do concurso é algo muito importante”, afirma.
O concurso é divido por níveis de escolaridades, cada aluno vai concorrer conforme seu nível e modalidade, sem distinção entre rede pública e privada de ensino. A regra também se aplica aos professores que irão competir de acordo com suas produções, e seus resultados não afetarão os de seus alunos.
Os estudantes do Ensino Fundamental Menor (1º e 2º ano) deverão fazer um desenho que tenha como referência a lenda “Bumba meu Boi”. No Ensino fundamental Menor (3º ao 5º ano), as crianças terão que recontar a lenda da “Cabeça de Cuia”. No Ensino Fundamental Maior (6º ao 9º ano), o desafio é produzir uma dissertação utilizando como fonte de pesquisa “A Lenda do Castelo”.
Já os adolescentes do Ensino Médio (1º ao 3º ano) terão que fazer um texto dissertativo relacionando a lenda “Zabelê” com os dias atuais, com destaque para a discussão sobre a violência contra a mulher. O professor orientador terá que produzir uma dissertação sobre o tema: “A importância das lendas para a cultura do Piauí”.

As lendas
As estórias escolhidas para esta edição do concurso foram retiradas do livro “Piauí, Terra Querida”, do escritor Eneas Barros, edição SENAI de 2007.
Bumba meu Boi
A lenda narrada na época da escravatura conta a história de Francisco, que trabalhava em uma fazenda, e Catirina, sua esposa que estava grávida. Certo dia, Catirina teve o desejo de comer uma língua de boi, e ao olhar o gado, escolheu o boi mais vistoso. Francisco, mesmo com medo, mata o boi e cozinha a língua para saciar o desejo de sua esposa. Com medo da reação do patrão, o casal de escravos foge para outra cidade.
Ao andar pela fazenda, o patrão sente falta do boi que tinha acabado de comprar. Os escravos contam que Francisco o matou. Triste, o patrão manda chamar rezadeiras e curandeiras para que ressuscitem o boi. A notícia se espalha e chega até Francisco e Catirina, que decidem voltar com seu filho e pedir perdão ao patrão.
Mesmo com medo, os três vão à fazenda encontrar-se com o patrão. Chegando lá, o filho de Francisco sopra sobre os restos mortais e o boi ressuscita. Movido por tamanha alegria, o dono da fazenda perdoa os escravos e faz uma festa para comemorar a vida do boi.
Muito famosa em todo país, a lenda tem várias versões.
Cabeça de Cuia
Trata-se da história de Crispim, que morava com sua mãe nas margens do rio Parnaíba e vivia da pesca. Um dia o jovem saiu para pescar e não conseguiu nada. Ao chegar em casa, sua mãe oferece uma cuia com sopa, que por falta de carne estava rala. Crispim, revoltado com a situação, jogou a cuia contra a mãe, que acabou sendo atingida na cabeça.
À beira da morte, no chão, a mãe olha para ele e lança uma maldição. Que Crispim se transformaria em um monstro que iria vagar no rio Parnaíba. A maldição só seria quebrada se ele devorasse sete Marias virgens.
A Lenda do Castelo
Um rei morava em um castelo imenso e altas torres. Ele costumava promover festas, que acabavam em grandes orgias, para as quais convidava moças e rapazes bonitos, muitos até vindo do exterior. Na verdade, as festas eram parte de um ritual sanguinário, pois ao final da festa o rei mandava matar todos os seus convidados.
Deus resolveu castigá-lo e mandou um anjo, disfarçado de um jovem rapaz, participar de uma dessas festas. O rapaz viu tudo e na hora do assassinato transformou o rei e os convidados em pedra.
Zabelê
A lenda conta a história do amor proibido entre Zabelê e Metara. Ambos pertenciam a tribos indígenas diferentes e rivais, os Amanajós e Pimenteiras. Por saberem que não teriam aprovação de seus chefes, se encontravam às escondidas, perto de onde o rio Itaim deságua no rio Canindé. 
Desconfiado, Mandahú, um índio da tribo dos Amanajós, resolveu seguir Zabelê para ver o que ela tanto fazia naquele lugar, e acabou descobrindo o casal. Mandahú era apaixonado por Zabelê, porém não era correspondido. Para se vingar, ele resolveu montar uma armadilha para que o relacionamento de Metara e Zabelê fosse descoberto.
A armadilha deu certo, o casal foi descoberto, o que acabou resultando em uma guerra nas duas tribos. Zabelê, Metara e Mandahú foram mortos. Tupã teve pena de Metara e Zabelê e resolveu transformá-los em duas aves, que andam sempre juntas e cantam tristemente ao entardecer. Mandahú foi castigado e transformado em um gato Maracajá, que é eternamente perseguido por caçadores por conta do valor de sua pele.
Inscrição
Para realizar a inscrição, o participante deve preencher o cupom original, que está sendo publicado no Jornal O Dia. O material deve ser entregue na sede do jornal, no Departamento de Marketing, até o dia 11/06/2017 às 17h.
Serão três premiações para cada nível, e uma para Professor Orientador. O resultado será divulgado dia 18/06/2017, pelo Jornal O Dia.
Além do incentivo aos estudantes, essa edição também irá valorizar a participação dos professores que organizam os trabalhos de seus alunos, orientando-os quanto à produção textual exigida. O melhor trabalho docente também será premiado. Haverá ainda o “Certificado Incentivo ao Saber”, entregue às escolas participantes.
(*) Nayara Felizardo/Geici Mello, O Dia


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