Teresina (foto acima) lidera ranking de desemprego no Piauí

A cada dia, 262 piauienses perderam o emprego durante o mês de Janeiro, é o que apontam os dados do Caged (Cadastro Geral de Emprego e Desemprego) do Ministério do Trabalho. De acordo com o levantamento, só nas quatro primeiras semanas do ano, o Piauí perdeu 7.885 vagas de emprego formal, ou seja, 10 pessoas que ficaram desempregadas por hora no primeiro mês de 2017 no Estado. No último domingo (05), o Portal O DIA errou ao publicar a informação de os 262 desligamentos ocorreram a cada hora no estado.
O total de desligamentos de vínculos empregatícios já passa de 104 mil, somando-se todas as demissões registradas pelo MTE no Piauí nos últimos 12 meses. O número é superior às mais de 93 mil admissões realizadas no mesmo período. A comparação entre o número de admissões e demissões registradas no Estado ao longo do último revela um saldo negativo na geração de emprego com crescimento de -10.751.
Com relação a janeiro, o setor que mais demitiu pessoas no Piauí foi o de Serviços, com um saldo 2.704 desligamentos. Em contrapartida, este setor fez 2.926 admissões no mesmo período, o que tornou seu saldo de crescimento positivo, apesar do alto número de vagas perdidas. Já a Construção Civil foi o setor que apresentou o maior crescimento negativo, totalizando 1.602 demissões e apenas 1.361 admissões.
No acumulado dos últimos 12 meses, também foi a Construção Civil o setor que mais demitiu pessoas no Piauí, com um saldo de 23.188 desligamentos para 18.105 admissões. O crescimento negativo deste setor no último ano chegou a -5.083. Já o setor de Serviços, apesar de ter tido um alto índice de desligamentos no mesmo período – 35.398 demissões – admitiu 35.391 pessoas, o que tornou seu crescimento positivo.
Municípios
Juntos, as 16 maiores cidades piauienses demitiram mais de 6.500 pessoas em todos os setores da produção em janeiro, mas é Teresina que responde pelos maiores índices. Somente na Capital, 5.187 vagas formais de emprego foram perdidas nas quatro primeiras semanas do ano, enquanto apenas 4.966 foram criadas. Ao longo dos últimos 12 meses, Teresina 69.702 pessoas perderam seus empregos em Teresina e o saldo de vagas criadas foi de 62.442, o que determinou um crescimento negativo de -7.260 na geração de vínculos empregatícios.
Parnaíba vem logo atrás de Teresina, com 463 vagas de empregos formais a menos em janeiro, e admissão de 454 pessoas no mercado, um saldo negativo de – 0,06.
(*) O Dia

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