Acusado de assaltar no último Sábado, 18 de Fevereiro, a barrense Karina Rego no centro da cidade, o jovem Kléberson Mineiro foi levado pela polícia preso para a Delegacia de Barras e depois transferido para a Penitenciária de Esperantina, onde esteve junto com marginais que cumprem pena por vários crimes cometidos.

Na manhã de ontem, 23 de Fevereiro, conforme noticiou em primeira mão o Tribuna de Barras, cerca de 200 pessoas fizeram um manifesto em frente ao fórum da cidade pedindo a soltura do jovem preso sob a acusação de assalto a mão armada. Kleberson Mineiro se defende dizendo que no dia em que Karina Rego foi assaltada, quando levaram sua motocicleta, ele estava no Povoado Canto do Sindô, zona rural de Barras. Morador do Bairro São Cristóvão e tido com um rapaz honesto e boa índole, logo ele ganhou a apoio da população do seu bairro e de muitos barrenses espalhados por toda a cidade, que chegaram inclusive a fazer um abaixo-assinado com centenas de assinaturas, solicitando da Justiça a soltura do acusado.

No final da manhã desta Sexta-feira, 24 de Fevereiro, graças a ação de advogados, Kleberson Mineiro foi solto e recebido com festa em Barras. A população fez passeata pelas ruas com gritos de ordem contra a polícia e os que fazem a Justiça na Terra dos Governadores.

Agora com Kléberson Mineiro solto resta a polícia dar satisfação a sociedade, apresentando o assaltante que levou a moto da senhora Karina Rego. Ao acusado, resta entrar com representação na Justiça solicitando indenização por danos morais.


Em entrevista ao repórter Francisco Carlos Sobrinho, do Barras Virtual, o advogado Roberto Gonçalves Junior (foto ao lado), responsável pela ação que levou Kleberson Mineiro a soltura, disse: "Na noite do dia 22 de fevereiro de 2017, a família de Kleberson me procurou relatando que o mesmo havia sido acusado de um crime que não cometeu, tratava-se do roubo de uma moto. Kleberson já estava com o pedido de prisão preventiva decretado e a qualquer momento seria transferido para Esperantina, comecei então uma corrida contra o tempo no sentido de tornar mínimo o período que um inocente ficasse em uma penitenciária. Conseguimos provar que Kleberson não preenchia requisitos para decretação de uma prisão preventiva, apresentamos uma testemunha na fase de inquérito que presenciou o assalto e afirmou convictamente que não era Kleberson o autor do crime, além de que meu constituinte possui residência fixa, emprego lícito, não possui antecedentes criminais e é uma pessoa bem vista na sociedade, inclusive um abaixo assinado foi realizado pela família e foram recolhidas mais de cem assinaturas a favor de Kleberson. Foi expedido o alvará de soltura na data presente, 24 de fevereiro de 2017, e agora trabalharemos para provar a inocência durante a instrução do processo."

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