Há mais de sete horas, Ângela de Jesus está amarrada a um poço tubular. Esta foi a forma que a moradora do Residencial Padre Pedro Balzi, na zona sudeste de Teresina , encontrou para protestar contra a falta de água na região. O problema, segundo ela, já existe há três anos e é agravado também pela falta de luz.
Fotos: Moura Alves/ODIA
De acordo com Ângela, a situação não é resolvida porque fica sendo jogado entre a Agespisa e a Eletrobrás. “Eu só vou sair daqui quando a Eletrobrás ajeitar a energia e a Agespisa ajeitar o problema da falta d’água”, diz a moradora.
O presidente da associação de moradores do bairro, Manoel da Silva, explica que a pouca água disponível foi conseguida através da doação de uma bomba, mas ela queimou. “Fizemos o pedido para ajeitarem a questão da água, mas eles só enrolam a gente”, explica o presidente do bairro.
Outra reclamação por parte dos moradores é a cobrança da água inexistente. Raimundo Vicente, 70 anos, reclama dos talões que chegam a cada mês. “Todo mês chega conta pra gente pagar e se a gente não pagar, eles vêm e cortam os canos”, diz Raimundo. Há 2 anos o morador tem que caminhar até o bairro mais próximo, São Sebastião, para pegar água.
A mulher que se amarrou ao poço completa fazendo um apelo para que o problema seja resolvido o quanto antes. “Eu quero que isso seja visto, porque aqui tem muita criança, tem cadeirante e a gente fica nessa situação, sem água e sem energia”, explica Ângela.
(*) Por Aline Guimarães e Nayara Felizardo, O Dia


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