Leonardo, o marido traído 
que é acusado de ter mandado
matar o amante da esposa
As diligências do GRECO e do BOPE resultaram na prisão de cinco pessoas envolvidas no assassinato do cabo Claudemir Sousa, da Polícia Militar do Piauí. De acordo com o secretário Fábio Abreu e com o coordenador do GRECO, delegado Carlos César Camelo, a execução do PM foi articulada por um taxista que foi contratado pelo funcionário da INFRAERO Leonardo, que é natural de Barras-PI, seu pai já foi proprietário da Churrascaria O Pesqueiro, situada na região da barragem do Rio Marathaoan, Bairro São Cristóvão. Leonardo teria descoberto um relacionamento do PM com sua esposa.
O secretário Fábio Abreu informou que um dos executores do cabo Claudemir usava tornozeleira eletrônica. Imediatamente, a polícia acionou a Secretaria de Justiça que deu a localização do suspeito. A partir da prisão dele, ocorrida no bairro Promorar, foi possível chegar aos outros participantes e aos mandantes do crime.
“Os executores confessaram a participação direta no crime e apontaram o taxista como seu agenciador. Temos ainda a figura do mandante, que é um funcionário do setor de cargas da Infraero de nome Leonardo. Ao que tudo indica foi crime passional, já que a o PM teria se envolvido com a mulher do mandante. Esse mandante conhecia o taxista, sabia que ele tinha conhecidos no submundo do crime e pediu que ele providenciasse o homicídio, motivado, ao que consta, por ciúmes da mulher”, explica o secretário Fábio Abreu.
O suposto mandante do crime já foi localizado pela polícia e está sendo levado para o GRECO onde vai prestar depoimento ao delegado Carlos César e ao Secretário Fábio Abreu. O coordenador do GRECO informou que os criminosos receberiam a quantia de R$ 20 mil para tirar a vida do cabo Claudemir. Esse dinheiro não chegou a ser pago. A polícia investiga ainda se a mulher do mandante teria algum envolvimento com o crime.
Os executores são todos do bairro Promorar, mas um deles tinha se mudado há pouco tempo para a zona Norte porque já estaria sendo procurado pela polícia naquela região. O secretário Fábio Abreu acrescentou ainda que há 15 dias o cabo Claudemir já teria sido vítima de outra tentativa de homicídio.
Iniciada às 06h49min
O policial morto e que segundo acusações,
estava envolvido amorosamente com uma
mulher casada
A população do Bairro Saci, zona Sul de Teresina, terminou o dia de ontem (06) assustada após um cabo do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (BOPE) ter sido brutalmente assassinado a tiros quando saía de uma academia na avenida principal. Claudemir Sousa se dirigia para seu veículo que estava estacionado na porta do estabelecimento, quando foi abordado por dois homens e não teve chance de defesa.
De acordo com o tenente Santana, do 6º BPM, que atendeu à ocorrência, o cabo Claudemir foi atingido com pelo menos quatro disparos de arma de fogo, sendo três nas costas e um no rosto. Ainda segundo o militar, ele teria retornado há pouco tempo de Brasília, onde esteve servindo à Força Nacional de Segurança.
Câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais próximos ao local do crime mostram o momento em que os suspeitos saem de uma sorveteria, se dirigem até o cabo Claudemir e efetuam os disparos. Segundos a polícia, eles estavam em um carro modelo Fiat Uno Vivace.
Durante toda a madrugada, policiais do GRECO e do BOPE realizaram diligências para tentar localizar os autores do crime. Quatro pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no homicídio do cabo Claudemir. Eles foram conduzidos pelo BOPE para a sede do GRECO onde prestam depoimento ao secretário de Segurança, capitão Fábio Abreu.
O pai do cabo Claudemir e também policial militar, Manoel Alves de Sousa, também já havia sido ferido durante ação criminosa. Ele foi baleado em um assalto a uma ótica no Centro de Teresina em maio do ano passado, passou algumas semanas internado, mas conseguiu se recuperar e retornar ao convívio da família.

Novas informações sobre o caso. Clique no linque a seguir para saberhttp://www.tribunadebarras.com/2016/12/caso-leonardo-ele-e-que-teria.html
(*) Publicação original de Maria Clara Estrela, O Dia

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