A movimentação foi grande em frente ao 1º DP de Barras, situado na Avenida Deputado Pinheiro Machado.


Francisco da Gama dos Santos, 28 anos, morreu na tarde dessa Sexta-feira (21), dentro de uma cela do 1º DP de Barras. A morte teria ocorrido após o rapaz sofrer um surto psicótico. 
O delegado Artur Leal disse que populares acionaram a Polícia Militar após verem Francisco da Gama transitando com uma picareta na mão numa das ruas da Vila França, bairro da zona norte de Barras.  O rapaz estava agitado e a PM o levou para o Hospital Regional Leônidas Melo. 
“Ele (Francisco),  foi medicado no hospital e depois encaminhado para a Delegacia. O rapaz já chegou dormindo na delegacia e ficou numa cela junto com outro preso”, esclarece o delegado Artur. 
A mãe de Francisco acompanhou o filho na delegacia e, segundo o delegado Artur, pediu que os policiais o mantivessem na prisão. “Ela disse que Francisco era usuário de crack e homicida, mas não encontramos esse crime na ficha policial dele. Achamos apenas uma autuação pela Lei Maria da Penha de agressão de Francisco contra a própria mãe”, conta o delegado. 
Após duas horas preso na delegacia, Francisco foi encontrado morto. Foi o preso companheiro de cela dele quem avisou da morte aos agentes.
“Encontramos ele sem vida e não há suspeita do que tenha causado a morte. Aparentemente ele não tem nenhuma lesão de violência”, completa o delegado.
A perícia do Instituto Médico Legal foi acionada e determinará um laudo sobre o falecimento do preso.

Versão do Hospital Regional Leônidas Melo

Laianne de Sousa, diretora do Hospital Regional Leônidas Melo, confirmou que Francisco Gama esteve lá, foi medicado e depois levado para a delegacia. ”Realmente ele deu entrada no hospital trazido pela própria polícia com queixa da família pedindo que o levassem ao hospital.  Foi atendido, medicado e após chegar na delegacia veio a óbito. O IML  foi acionado para verificar a causa morte. Vamos aguardar o laudo”, disse a diretora Laianne.

Repercussão do fato nas redes sociais
Muitos barrenses estão questionando nas redes sociais o motivo banal da prisão, ou seja: "porque andava com uma picareta nas ruas". Picareta é um instrumento de trabalho usado para quebrar pedras. Se Francisco Gama estava portanto o instrumento como arma para atingir alguém, após registro de ocorrência, deveria sim ser preso conforme a lei. Mas não houve nenhum registro de B.O. contra ele e nenhuma queixa formal de que o mesmo teria agredido alguém, aí sua prisão deve ser questionada. Cabe agora a polícia dar as explicações necessárias informando qual foi o crime cometido por Francisco Gama e quem formalmente o acusou para que o mesmo fosse preso. Se ele tinha problemas psicológicos ou psiquiátricos, como comentam, não seria uma cela da Delegacia de Polícia de Barras o lugar mais adequado para se colocar um "doente". E mais: que tipo de medicamento foi dado a Francisco Gama no Hospital Regional Leônidas Melo? O paciente tinha alergia a algum dos medicamos dados a ele no hospital? O que pode ter levado o paciente a uma parada cardíaca?

OAB no caso

A comissão de diretos humanos da Organização dos Advogados do Brasil, seccional do Piauí, deve nas próximas horas se manifestar sobre o caso e solicitar as explicações necessárias ao Hospital Regional Leônidas Melo e a Delegacia de Polícia de Barras sobre o que motivou a morte de Francisco da Gama dos Santos.

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