Justiça Eleitoral realizou uma inspeção para saber como anda a situação de cada partido por município. A medida visa dar mais credibilidade ao processo eleitoral deste ano e evitar possíveis contratempos jurídicos para candidatos de todo o Brasil. 

No Piauí, o Partido Republicano da Ordem Social (PROS) foi um dos poucos que apresentou irregularidades. O partido não possui CNPJ na maior parte dos municípios do estado, incluindo Teresina. A medida pegou de surpresa muitos pré-candidatos que já haviam até se planejado para o pleito. 

Verificando a lista dos partidos no site da Justiça Eleitoral, observamos que a comissão provisória do PROS de Barras não consta como ativo, ou seja, o partido não pode disputar eleições no município de Barras nem para vereador e muito menos a prefeito. 

O partido já havia anunciado em janeiro deste ano os nomes de Antônio José como pré-candidato a vereador e do arquiteto Laércio Lemos a prefeito do município. Segundo entrevista do diretor estadual do partido Romildo Mafra, o PROS está impedido também de formar coligações. 

Em fevereiro deste ano, uma decisão do TSE já havia deixado muitos partidos em pânico ao restringir que comissões provisórias pudessem realizar convenções partidárias. O tribunal entendeu que comissões provisórias não poderiam durar mais que 120 dias, e as que passassem disso não poderiam realizar convenções nem lançar candidatos. 

Devido a intensa cobrança dos partidos e alegação de que não haveria tempo hábil para a regularização dos diretórios a decisão foi adiada para passar a valer apenas a partir do mês de março de 2017. Agora, como se trata de uma fiscalização normativa do tribunal, fica mais difícil para o PROS conseguir emplacar seus candidatos, até mesmo por conta do pouco tempo disponível para o início das campanhas e pela intensa burocracia que é regularizar os trâmites de CNPJ junto aos órgãos competentes.


PROS está impedido de ter candidaturas em Barras

(*) 45 graus
 
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