O presidente Michel Temer se reunirá nesta Segunda-feira (16) com as centrais sindicais para discutir mudanças nas regras da Previdência Social. O encontro, agendado para as 15 horas, também contará com presença dos ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Ronaldo Nogueira (Trabalho) e Eliseu Padilha (Casa Civil). Entre os sindicatos que serão recebidos, estão a Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores, Central dos Sindicatos Brasileiros e a Nova Central Sindical dos Trabalhadores. Alinhada ao PT, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) já disse que não reconhece o governo interino de Temer e não deve participar da reunião.
As centrais sindicais se incomodaram com as declarações feitas pelo ministro da Fazenda, sinalizando a necessidade de reformas na Previdência. Na última sexta-feira, Meirelles defendeu a fixação de uma idade mínima para aposentadoria pelo INSS e disse que essa pauta era uma das prioridades do novo governo. "A Previdência tem de ser autossustentável ao longo do tempo. Equilíbrio fiscal é fundamental", disse.
A reação das centrais foi imediata. Aliado de Temer e um dos articuladores do impeachment, o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, classificou como "estapafúrdia" e "inaceitável" a ideia de Meirelles de reformar a previdência. "A Força Sindical repudia qualquer tentativa de se fazer uma reforma da Previdência que venha a retirar direitos dos trabalhadores. As afirmações do ministro da economia, Henrique Meirelles, divulgadas hoje (sexta-feira) em veículos de comunicação, revelando a intenção de implantar a idade mínima para as aposentadorias, são inoportunas", escreveu ele, em nota.
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