O presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, mal assumiu o governo federal e já tem contas e mais contas para refazer. O rombo deixado nas contas públicas pela presidente afastada Dilma Rousseff ultrapassaria R$ 120 bilhões. O número foi checado ao se calcular com o déficit primário, que envolve desde as despesas aos gastos com juros. Essa informação é muito importante para o peemedebista, que precisará uma aprovação no Congresso Nacional para fechar a nova meta fiscal. O dinheiro do rombo é superior ao admitido pelo Partido dos Trabalhadores. De acordo com uma reportagem da 'Folha de São Paulo' publicada neste segunda-feira, 16, a legenda admite menos de R$ 97 bilhões de déficit nas contas, valor bem menor do que está sendo verificado por Temer. 
A ideia é que a votação no Congresso para discutir a nova meta fiscal já aconteça nos próximos dias. O melhor para Temer seria que acontecesse até  o dia 22. Isso porque, do contrário, a gestão do peemedebista começa a ficar ameaçada. Romero Jucá, que assumiu o Ministério do Planejamento, deve ter uma reunião nos próximos dias com Renan Calheiros justamente para discutir o assunto. Além desse tema, outro que deve trazer dificuldades para o novo presidente, o da nova previdência. O assunto começa a ser discutido nesta segundo pelo Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que já chamou até centrais sindicais para debater o tema. Até mesmo a Central Única dos Trabalhadores (CUT) foi chamada para opinar. No domingo, 15, a CUT ainda não tinha confirmado sua participação em reuniões do novo governo. O principal sindicato do país é contra Temer e a favor da volta de Dilma Rousseff à presidência. 
Também neste domingo, Michel Temer deu sua primeira entrevista ao 'Fantástico'. Como destaque, o momento em que ele revelou que não pretende se candidatar à reeleição em 2018 para o cargo da presidência. Além disso, o peemedebista afirmou que quer colocar a mulher, Marcela, em um cargo do governo realizando função social. O filho dele, Michelzinho, de sete anos, ajudou a escolher na nova logomarca do governo.
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