Nesta Terça-feira (8) duas escritroas marcaram a manhã do Centro Integrado de Reabilitação do Piauí - CEIR, em Teresina. As gêmeas Ana e Maria Paulino Galvão, de 89 anos, naturais de Pedro II e ex-professoras, lançaram o livro “Passagem pelo Centro Integrado de Reabilitação”, na sede do centro.
O livro conta o cotidiano das irmãs no Centro, contendo depoimentos de funcionários e de outros pacientes, após uma delas sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC), há vinte anos. Como sequelas do acidente, Maria perdeu alguns movimentos e começou a procurar casas de saúde especializadas em atendimentos fisioterápicos. Não tendo sucesso nas buscas, uma amiga comentou sobre a existência do CEIR.
“Eu cheguei aqui (CEIR) e encontrei um médico e uma assistente social. Aí eu fiquei aqui, nada me faltou. Eu fiz todos os exames e fiquei aqui por três anos”, diz dona Maria.
Dona Maria, com orgulho, fala que este é o seu sexto livro lançado com a irmã. Segundo ela, o apoio da família foi essencial para a concretização da obra. O seu sobrinho mais novo, Douglas Galvão (52), fala do processo de criação do livro. Segundo ele, a ideia é uma homenagem ao CEIR.
“Ela veio fazer o tratamento aqui. Assim que encerrou o tratamento, ela queria deixar um registro da passagem delas pelo CEIR”, aponta. Ele também comenta o orgulho dos familiares: “Ver duas idosas, 89 anos, ainda com uma vitalidade dessa de participar de eventos, de escrever, de ter tido essa iniciativa”, destaca.
Dona Ana Paulino Galvão, que carinhosamente chama a sua irmã de “neném”, menciona o que motivou a criação do livro, afirmando que as duas sempre gostaram de escrever. Além de falar do que provocou a ideia de fazer o livro, dona Ana enfatiza a representatividade do exemplar para os pacientes do Centro.
“Ele dá uma força, ele orienta e dá um sinal do que é isso aqui. Isso aqui é uma bondade, é uma beleza, é uma coisa que foi colocada dentro dos planos de Deus”, ressalta Ana.
Wilson Martins, fisioterapeuta da dona Maria, retrata o prazer de trabalhar com as escritoras. “Elas são uma alegria, elas são muito para cima, sempre chegam de bom humor. Então é prazeroso você trabalhar com esse tipo de paciente. Nunca tem problemas”, narra. Para ele, elas sempre estão de alto astral, gostando muito de escrever, de festas e de se arrumar.
Falando da importância do lançamento do livro em homenagem ao centro, o superintendente administrativo do CEIR, Walter Oliveira, destaca que o espaço é responsável por dar condições de recuperação aos pacientes, para que eles voltem a ter uma vida normal. “Esse momento é importante porque você tem duas pessoas que escreveram um livro. Então nada melhor do que elas lançarem esse livro aqui. Mostrar que todo mundo é capaz de escrever a sua história, mostrar a sua trajetória, mostrar a sua recuperação”, comenta.
Walter também mostra a participação do CEIR no lançamento do livro. De acordo com o superintendente, o CEIR deu todo apoio logístico e escolheu uma data simbólica para representar este dia tão importante para escritoras, pacientes e funcionários que compõem o espaço de reabilitação.

(*) Repórter: Édrian Santos
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