A Avenida Beira Rio, que na verdade nunca foi uma avenida, mas apenas uma rua de cerca de 150 metros, margeando o Rio Marathaoan na região da Prainha, está enfim recebendo terraplanagem para colocação de um novo asfalto. Cheia de buracos, incomodava tanto a quem passava de carro pelo logradouro como a quem andava a pé.

Essa "avenida" na verdade não tem nome oficial aprovado pela Câmara Municipal, como deve ser todo logradouro público. Feita na segunda administração do ex-prefeito Joaquim Lucas Furtado,  o espaço foi alcunhado inicialmente de "Avenida Beira Rio". Mas com a eleição do prefeito Manim Rego, o local passou a ser chamado de Avenida Mão Santa, homenagem do prefeito ao então governador Francisco de Assis de Moraes Sousa (o Mão Santa), que estando vivo, segundo legislação,  também não poderia receber tal homenagem.  Por final,  a avenida não tem nome!

Agora a Prefeitura de Barras com recursos do Governo do Estado, irá asfaltar a "avenida sem nome". O asfalto no logradouro passou a ter urgência em virtude de ser o local escolhido para o desfile dos blocos no carnaval deste ano. Tradicionalmente os desfiles dos blocos aconteciam na Avenida Deputado Pinheiro Machado, que também não é uma avenida, mas uma rua de cerca de 180 metros ligando a rótula do Terminal Rodoviário Toinho Carvalho a rótula de acesso aos bairros Boa Vista e Pequizeiro. 

A obra iniciada agora na administração do prefeito Edilson Sérvulo, na verdade, não constitui-se no início da construção da "Orla do Rio Marathaoan", projeto de edificação anunciado efusivamente pela imprensa desde início da administração do ex-prefeito Manim Rêgo, há 12 anos, e nunca iniciado. Já apresentaram maquete da "Orla do Rio Marathaoan" de todo tipo, até maquete digital em 3D, mas os barrenses nunca viram o início da obra. Para se ver as inúmeras promessas e várias maquetes apresentadas, basta apenas que se pesquise no Google.

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  1. Essa obra bate de frente com todas as legislações ambientais existentes no Brasil !! Melhor se colocassem árvores ao invés de um mobiliário urbano que impermeabiliza o solo e seus usuários poluindo o rio e o solo. Existe um limite de construção as margens dos rios que obedece um distanciamento proporcional a largura do rio. Essa obra não melhora em nada a preservação do rio Marathoan, ao contrário, degrada ainda mais.

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