Após mais de 12h de sessão no Tribunal do Júri foi suspenso na noite desta terça-feira (17) o julgamento da empresária Antônia Sousa de Andrade Rocha, conhecida como Toinha, apontada pela Polícia como mandante da morte do próprio marido Epaminondas Coutinho Feitosa, conhecido como Nondas, em 2013.


A motivação para o crime conforme conta no inquérito policial, é que a acusada Antônia Andrade Rocha teria “encomendado” a morte do marido, Epaminondas Coutinho, em favor de apólice avaliada em R$400 mil.
A sessão está sendo presidida pela Juíza da 5ª Vara da Comarca de Picos, Nilcimar Araújo Rodrigues, no auditório do Fórum Helvídio Nunes de Barros. O ministério Público é representado pela promotora Itanieli Rotondo Sá. Ao todo, foram ouvidas três testemunhas de acusação e três arroladas pela defesa.
Como previsto pelos assistentes de acusação e defesa o julgamento foi longo,  a juíza Nilcimar Araújo preferiu dar continuidade aos trabalhos hoje, onde acontecem os debates e o interrogatório da acusada. Durante todo o julgamento, Toinha se mostrou calma mesmo diante dos momentos mais calorosos de discussões.
De camisa branca, a esposa acusada de matar o marido
Acusação
Para o assistente de acusação, José Solano Feitosa, a expectativa é que a Justiça picoense aprove pela condenação da empresária. “O Estado fez o seu papel, a Polícia fez o inquérito policial, e não existe dúvida de que a réu Toinha seja a mandante do crime. Ela é autora deste crime bárbaro”, disse José Solano Feitosa.
José Solano Feitosa relata que a expectativa é que a empresária seja condenada por crime triplamente qualificado.
Defesa
Já o assistente de defesa, Herval Ribeiro, explica que não há provas cabíveis e irrefutáveis que comprovem que Antônia Andrade seja a mandante do crime. Para ele, o inquérito policial construído durante as investigações é de caráter duvidoso.
Nós estamos há dois anos e quatro meses esperando a acusação provar a participação de Toinha no crime. O que existe é um inquérito policial duvidoso, feito baseado em depoimentos questionáveis e inclusive grande parte dos depoimentos prestados no inquérito policial, eles não foram confirmados em juízo”, disse Herval Ribeiro.
Segundo Herval o que será apresentado ao Conselho de Sentença  é a total ausência de provas judicializadas, e não as produzidas dentro da Delegacia.
(*) Com informações de Riachãonet
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