A quantidade de mulheres presas no Brasil aumentou 567,4% em 15 anos, de acordo com levantamento divulgado ontem pelo Depen (Departamento Penitenciário Nacional), vinculado ao Ministério da Justiça.
Entre os anos de 2000 e 2014, a população carcerária feminina do País foi de pouco mais de 5 mil para quase 40 mil, chegando ao posto de 5ª maior do mundo, atrás de Estados Unidos, China, Rússia e Tailândia - proporcional à população brasileira, que também é a 5ª maior do mundo.
Em relação à população feminina, a proporção brasileira fica em 7º lugar no mundo, com 18,5 mulheres presas para cada 100 mil habitantes, atrás de Tailândia (66,4), Estados Unidos (64,6), Rússia (36,9), Taiwan (23,0), Vietnã (22,2) e Myanmar (18,8).
Para efeito de comparação, nos mesmos 14 anos, a população carcerária masculina também subiu bastante, mas bem menos: 156%.
A proporção de mulheres presas ainda é de apenas 6,4% do números de detentos homens.
68% por tráfico
O aumento de mulheres em quadrilhas de tráfico de drogas torna esse crime o mais comum nas cadeias femininas: 68% das presidiárias (mais de dois terços do total) estão detidos por entorpecentes, de acordo com o Depen.
A mesma proporção de 68% se verifica entre as presidiárias nas faixas etárias entre 18 e 34 anos.
Índice quase igual é de mulheres declaradas negras - no que o IBGE junta pretas e pardas: 67%.
O nível de escolaridade também é baixo: 11% das mulheres presas completaram o ensino médio, contra 32% da população brasileira, e 4% são analfabetas.
Por Estado, a maior porcentagem na população carcerária feminina no Brasil é do Rio de Janeiro (10,5%), seguida pelas de Roraima (8,8%) e do Mato Grosso do Sul (8,7%). Ao todo, 30% ainda aguardam julgamento.
A saída da mulher dos afazeres do lar para ter uma vida social igual a do homem, a colocou num patamar de igualdade ou até superior também no mundo da marginalidade.
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