O medo da violência vem crescendo e já é uma das maiores preocupações também nas pequenas cidades. No Sul do Piauí, é fácil entender por que a população vive assim. A estrutura das Polícias Civil e Militar é pequena e precária. Em Corrente, à 900 km ao Sul de Teresina, possuem apenas uma delegacia e dois delegados para 14 cidades.


Delegacia de Polícia da cidade de Várzea Grande. O próprio prédio já mostra o descaso.


Para registrar um simples Boletim de Ocorrência o cidadão comum tem que viajar. “Eu venho e volto e às vezes não resolvo nada. Eu sou de Gilbués e tive que vir até Corrente para fazer registro da ocorrência”, disse a cozinheira Mauricleia Fialho.

Na cidade de Gilbués não existe mais delegacia. A unidade de segurança foi desativada há mais de dois anos e a casa onde ela funcionava foi demolida e tudo o que restou foi o piso e o alicerce. A situação é tão grave que o Fórum da cidade já foi arrombado pela terceira vez.

O delegado regional de Corrente, João Rodrigo Luna, afirmou que a situação é caótica e que a falta de perito atrapalha nas investigações. “Sem o profissional que coleta prova a gente sofre com o atraso na apuração de investigações e todo tipo de problemas nós temos por aqui”, contou.

Em Curimatá a delegacia fica trancada quando o delegado tem que sair em diligências para os três municípios onde atua e o agente o acompanha. No local a recepção e o pátio estão lotados de veículos apreendidos e quando têm presos na carceragem os presos são obrigados a irem juntos. “Tenho que levar os presos comigo quando vamos fazer diligências. Aqui não existe plantonista, ou seja, um policial que fique aqui quando eu saio para atender ocorrências”, denunciou o delegado Moisés Linhares.

Com todos esses problemas o governador Wellington Dias (PT) ainda tirou R$ 2 milhões do orçamento de 2016 para a área da segurança pública.

(*) G1Piaui
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