A casa de show Subindo ao Céu, no Bairro Marquês, na zona norte de Teresina é bastante conhecida na capital por promover shows com bandas de swingueira e pagode e por ter um público, na maioria,  questionado como de "gosto muito duvidoso em todos os aspectos". E na noite desta Quinta-feira (29 de Outubro) resolveu promover algo "diferente".
De acordo com o cartaz do show que terá como atrações as bandas de swingueira  ‘A Onnda, Chica Égua e D’Pilek a mulher que tirar a calcinha no palco irá ganhar R$ 100.
Segundo a delegada da mulher, Vilma Alves, toda a ação terá a investigação do Ministério Público. “Nós ficamos sabendo desse caso e já estamos tomando todas as providências. Em nossos relatórios também vimos que uma das bandas já foi investigada pelas letras pornográficas que incitavam a violência contra a mulher”, disse ela.
Após a grande repercussão, o nome da festa e a arte foram mudadas. A mulher que aparecia segurando uma peça íntima foi retirada e a festa que antes se chamava ‘Pagode da Calcinha’ agora se chamará ‘Quinta do Grave da Chica’.
Histórico
No ano de 2012 a banda Chica Égua foi investigada pelo Ministério Público após denúncia do site Tribuna de Barras por conta das letras e coreografias em palco com alto teor pornográfico, levando o público a praticar gestos obscenos e fazer apologia ao uso de drogas e desvalorização moral da mulher. Tudo começou quando algumas fotos vazaram nas redes sociais e foram publicadas em primeira mão pelo Tribuna de Barras, onde mostrava uma mulher praticando sexo oral em homens em cima do palcoda banda durante uma de suas apresentações.
Logo em seguida, o empresário da banda na época esclareceu que as fotos que foram divulgadas nas redes sociais de casais simulando sexo oral, na realidade foram um caso a parte e que isso não acontece mais nos shows, mas por conta das reportagens do Tribuna de Barras o deputado estadual João de Deus Sousa (PT) levou para votação na Assembléia Legislativa do Piauí o projeto de lei chamado Lei da Cultura Limpa, que de imediato foi aprovado por unanimidade e transformado em lei pelo então governador Wilson Martins (PSB) proibindo gastos públicos com contratação de shows de bandas de swingueira, pagode, fubk e forró que fizessem apologia a sexo.
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