Além da dor de perder um filho de dois meses e doze dias, a barrense Lauriane Pereira dos Santos teve que passar por outra dor que deixou revoltado o seu coração de mãe: a dor do descaso de não poder contar com a assistência social do seu município no momento mais difícil de sua vida, a dor da impotência de não poder aplicar formol no corpinho do pequeno Kayrhon, substância que ia permitir que o corpo aguentasse a viagem do Instituto Médico Legal (IML), em Teresina, para Barras e o tempo necessário para o velório.
“Em forma irônica e sorrindo o prefeito questionou o valor do formol e por esta razão afirmou não ter condições de ajudar.  Apesar dessa resposta, tentamos pedir um valor menor na intenção de tentarmos arcar com o valor restante, mas não houve êxito, pois o prefeito e a primeira-dama desligaram o telefone"
O pequeno Kayrhon morreu ontem, 29 de Setembro, vítima de uma fatalidade, o recém -nascido de 2 meses amanheceu sem vida. Devido a dúvida da causa da morte, o corpo da criança foi encaminhado para o IML de Teresina, onde foi constatada morte natural.
Como o falecimento aconteceu na madrugada, seria necessário a aplicação de formol para a conservação do corpo, segundo o médico legista. No desespero da situação e da condição financeira precária, já que a família é humilde e necessitada, a mãe Lauriane Pereira dos Santos foi procurar a Secretaria de Assistência Social do Município de Barras, chefiada pela senhora Edneida Fortes, esposa do prefeito Edílson Sérvulo.
"Fui fazer exame e o plano de saúde não cobriu e não tinha dinheiro para pagar os exames e por isso não fiz.  Por esta razão não tenho dinheiro para ajudar no formol"
Segundo a mãe da criança,  Edneida Fortes se recusou a ajudar. “Ela disse a coisa mais absurda que uma mãe pode ouvir num momento de dor extrema: "fui fazer exame e o plano de saúde não cobriu e não tinha dinheiro para pagar os exames e por isso não fiz.  Por esta razão não tenho dinheiro para ajudar no formol". Essa foi a resposta da esposa do prefeito para mim”, contou a mãe amargurada.
Na esperança de solucionar o problema, a família telefonou para prefeito Edílson Sérvulo em busca de ajuda e, segundo contou Lauriane,  Edílson Sérvulo negou a ajuda. “Em forma irônica e sorrindo questionou o valor do formol e por esta razão afirmou n ter condições de ajuda.  Apesar dessa resposta, tentamos pedir um valor menor na intenção de tentarmos arcar com o valor restante, mas não houve êxito, pois o prefeito e a primeira-dama desligaram o telefone. Se não fosse a caridade de amigos que fizeram uma cota, meu filhinho não poderia ter nem um velório digno”, desabafou a mãe.
recibo
A situação de revolta comoveu os amigos da família que questionaram as despesas que o prefeito faz com festas recentes do aniversário da cidade e com o pagamento de bebidas.
O auxílio por morte de pessoas com baixa situação financeira é atribuição da Secretaria de Assistência Social, que deveria desenvolver um programa de auxílio funeral para as comunidades carentes.

A editoria do Tribuna de Barras telefonou para o prefeito Edílson Sérvulo para saber sua versão sobre o caso, mas seu telefone chamou por cinco vezes (com intervalo entre uma ligação e outra) e o prefeito não atendeu. Ninguém também atendeu o telefone da Secretaria Municipal de Assistência Social. O espaço está aberto no Tribuna de Barras para a versão do prefeito e da primeira dama.

(*) Com informações do longah.com
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