Água Branca se prepara para transformar todo o sistema de recebimento e tratamento do lixo doméstico. O município distante 90 Km ao sul de Teresina e 210 Km ao sul de Barras, está na fase final da preparação da Unidade de Tratamento de Resíduos, que irá substituir o antigo lixão a céu aberto da cidade.
Em uma parceria público-privada (PPP), a empresa Ecotrade será a responsável pela exploração, reciclagem e redistribuição do material recolhido. A prefeitura cedeu os 3 hectares de terreno do antigo lixão e a empresa se responsabilizou também pela construção dos galpões e lagoas de tratamento.
A cidade, atualmente, recolhe 24 toneladas de lixo por dia. O prédio da nova Unidade terá dois galpões de separação do lixo e duas lagoas para o tratamento do chorume, líquido expelido pelo acúmulo dos resíduos. Um biodigestor também será instalado.
“A população vai sentir os efeitos dessa nova realidade na questão dos resíduos sólidos em Água Branca. Tanto a nova Unidade de Tratamento quanto a finalização de mais uma das fases do tratamento do esgoto trarão um benefício enorme à saúde dos aguabranquenses”, enfatiza Valmir Sales, secretário de Obras do município.
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Com esta ação, a Prefeitura de Água Branca se enquadra às exigências estabelecidas pela lei 12.305, de 2010, que determina que todos os municípios brasileiros extingam os seus lixões e os substituam por aterros sanitários. As medidas punitivas para as prefeituras que descumprirem a lei dentro do prazo estabelecido é a suspensão de repasses do governo federal ao município.
Outro avanço na questão do saneamento da cidade é a conclusão de mais uma etapa das obras do esgoto sanitário. Com a finalização desta obra, Água Branca terá uma cobertura de 75% dos seus esgotos tratados. Percentual que está bem acima da média nacional, com é de apenas 39%, segundo dados do Instituto Trata Brasil, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. O prazo para o término das obras é de 30 dias.
“Por ser uma questão que, geralmente, foge aos olhos da população, é bastante esquecida pelos gestores. Mas são investimentos necessários e que afetam visivelmente a qualidade de vida. O número de doenças diminui, o ar melhora, conscientizamos a população sobre a coleta seletiva. São inúmeros benefícios para todos”, comemora Jonas Moura, prefeito de Água Branca.
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(*) Ayres Pimentel, especial para o Tribuna de Barras




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