Faleceu as 18 horas desta Sexta-feira (7), no Hospital de Urgência de Teresina - HUT, Pretinha Pachêco (Francisca Maria Pachêco Sousa), 65 anos, mãe de Maria do Socorro Pachêco Torres, Waldirene Pachêco Torres e Marta Helena Pachêco Torres Lages. O sofrimento das fihas está sendo muito grande, pois há apenas 4 dias de terem enterrado o pai, agora irão enterrar a mãe!

Pretinha Pachêco era safenada (2 operações) e na última Terça-feira (4) teve um infarto, passando 2 dias numa semi-uti do HUT, em Teresina, devido a falta de vaga na UTI do referido hospital. Hospitais particulares foram procurados pela família para que fosse feita a transferência mas recusavam-se "claramente" ao atendimento alegando que o Governo do Estado dá calote, não paga. Depois de uma decisão judicial na manhã de hoje (7) ela foi transferida da semi-uti para uma UTI do próprio HUT mas veio a falecer as 18 horas após sobreviver a 3 paradas cardíacas.

Seu ex-esposo Francisco Ribeiro Torres Sobrinho faleceu no Rio de Janeiro, onde morava, na última Segunda-feira (3), vítima de problemas de saúde que já vinha enfrentando nos últimos meses.

Pretinha Pachêco é tia do editor do Tribuna de Barras, jornalista Reinaldo Barros Torres e filha de Chico Altino e Maria do Socorro Pacheco, conhecidos fazendeiros do município de Nossa Senhora dos Remédios, distante 40 Km de Barras. A falecida morava à Rua David Caldas, no centro da Terra dos Governadores, onde acontecerá o velório.

O corpo chega a Barras ainda na noite de hoje e sepultamento acontecerá no final da tarde deste Sábado (8) no Cemitério São José, em Barras.

Linque para a matéria do Tribuna de Barras anunciando a morte de Chico Torres na última Segunda-feira (3): http://www.tribunadebarras.com/2015/08/morre-no-rio-de-janeiro-o-barrense.html



Antes de morrer, Pretinha Pachêco pediu que em seu velório fossem sempre tocadas músicas de Roberto Carlos e que trouxessem a banda Lira Barrense para entoar seus dobrados.
(*) A Banda Lira Barrense foi fundada em 1912 e faz parte da história da vida dos barrenses mais velhos, pois tocava sempre nos coretos das praças Senador Joaquim Pires e Monsenhor Bozon, atitude que deixou de acontecer a partir da primeira administração do prefeito Joaquim Lucas Furtado, tradição não mais resgatada nas últimas administrações da Prefeitura de Barras.


HUT em estado de calamidade pública:

O editor do Tribuna de Barras, jornalista Reinaldo Barros Torres, esteve das 19 as 23h30min de hoje no HUT - Hospital de Urgência de Teresina, para acompanhar e ajudar seus familiares, da mesma forma o casal Paulo Monge/Lígia Rego Aragão. Intermediações destes facilitaram a saída do corpo do hospital, ao contrário o mesmo só sairia por volta as 7 horas da manhã deste Sábado (9) quando o médico que havia atendido a paciente morta retornasse ao plantão. Enquanto isso a família ficava sofredo como acontece com tantas outras por não terem alguém influente por perto para ajudar ou intermediar.

Chamou atenção da nossa reportagem a falta de preparo dos porteiros do hospital, que grosseiros tratam mal pacientes e familiares. Médicos, enfermeiros, saem para merendar na área externa (na rua) de jaleco e até com proteção nos pés, dando entender que estavam no centro cirúgico e logo após merendarem adentram novamente ao hospital, retornando aos seus postos de serviço.

Pacientes agonizam por 24 horas, 48 horas em cima de macas pelos corredores, sem o atendimento devido, enquanto funcionários com celulares às mãos conversam em redes sociais.

O médico que atendeu a família de Pretinha Pacheco e deu o atestado de óbito, estava atendendo dentro da UTI sem roupas adequadas, usava calça jeans, camisa polo, sem luvas, mascaras e proteção para os pés, da mesma forma vários profissionais que prestavam serviço na semi-uti e uti na noite de hoje (7).

Nas geladeiras do necrotério, corpos com etiqueta com data de morte de dezembro de 2014, janeiro e maio de 2015! Paredes sujas por todo o hospital, semi-uti com ar-condicionado fraquíssimo ao ponto dos pacientes estarem suados nos leitos. Total desconforto.

O HUT é um hospital construido para atender pacientes de Teresina, mas a irresponsabilidade de prefeitos do interior do Piauí, Maranhão, Pará e Tocantins, desviando recursos vindos do Governo Federal para serem investidos na saúde, não equipando hospitais, faz com que todo mundo corra para o HUT,  superlotando-o. O hospital, mesmo estando sem condições de atendimento ao grande público, ainda é referência nesses 4 estados.

No início deste ano um assaltante foi baleado em via pública de Teresina e ao chegar ao local uma ambulância do SAMU e o marginal ouvir que seria levado para o HUT, na frente das câmeras de uma emissora de televisão, aos berros exclamou: "Não! No HUT não, lá eu vou morrer!"...

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