“Estudar para concurso não é algo tão prazeroso quanto tomar uma cerveja a beira mar. Para se manter firme é necessário que você acredite que aqueles momentos frente a um material de estudo vão lhe proporcionar uma futura melhoria na sua vida. Eu sempre acreditei que eu só teria uma chance de melhorar a minha situação financeira e essa passava por um cargo adquirido através de concurso público.”
Ser aprovado em um concurso público. Esse é o sonho de milhares de brasileiros que buscam a tão sonhada estabilidade profissional. Mas o que é preciso para conseguir alcançar esse objetivo? Os certames, independente de cargo ou área, são sempre bem disputados e o que vai determinar, em geral, a aprovação ou não de um candidato é a sua dedicação, a sua persistência e o seu acúmulo de conhecimento. E foi isso que garantiu as mais de 10 nomeações e as inúmeras aprovações do Bacharel em Ciências Contábeis, Evando Lustosa.
Órfão de mãe aos seis anos de idade e tendo que trabalhar desde muito cedo para se manter, o ex-servente de pedreiro, também já trabalhou como camelô, carrego e descarrego de material de construção, vendedor em lojas, cobrador, além de ter trabalhado na roça para ajudar seu pai. Nessas condições, o mais cômodo seria lamentar não ter nascido em “berço de ouro” e jogar a culpa na falta de oportunidades e/ou na desigualdade social que há em nosso país. Mas não foi isso que ele fez!
Certo de que uma aprovação em um concurso público seria sua chance de melhorar de vida, Evando investiu firme nos seus sonhos. E como classe social não é critério para desclassificação, ele se dedicou, persistiu, acumulou conhecimento e garantiu não só uma, mas várias aprovações, algumas, inclusive, nas primeiras colocação.
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Confira nossa entrevista:
Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Trabalhava e estudava, ou se dedicava inteiramente aos estudos? Quantos e quais concursos já foi aprovado? Qual o último?
Evando Lustosa: Meu nome é Evando Vaz Lustosa, casado com Mauricelia Dias, pai da Geovanna e do Matheus, filho de trabalhadores rurais do município de Barras (interior do Piauí) e órfão de mãe aos seis anos de idade. Estudei durante toda a minha vida em escolas Públicas e, como tive que trabalhar muito cedo para me manter, a minha preparação para os concursos públicos foi meio que tardia. Por vir de uma família humilde e não dispor de nenhuma experiência, me submeti a qualquer emprego que me fosse oferecido. Assim, trabalhei como servente de pedreiro, camelô, carrego e descarrego de material de construção, vendedor em lojas, cobrador, na roça (com meu pai) e vários outros. No ano de 2001, fiz o meu primeiro concurso. Fui, então, na época, aprovado em primeiro lugar para o cargo de Técnico em contabilidade (o meu ensino médio foi o curso técnico em contabilidade) para a Prefeitura Municipal de minha cidade. Minha primeira alegria advinda dos concursos mas, também, minha primeira decepção. Aprovado mas não nomeado e ainda por cima tive que ver uma pessoa que não teve sequer o trabalho de se inscrever, exercendo a função que deveria ser ocupada por mim. Em 2002, resolvi prestar vestibular e mais uma vez tive o prazer de ser aprovado no curso de Bacharelado em Ciências Contábeis pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI. Então comecei a trabalhar em uma rede de supermercados do meu estado durante o dia e estudar a noite. Em 2006, resolvi entrar novamente na disputa de um cargo público. Passei em primeiro lugar no processo seletivo simplificado do IBGE. Os próximos dois seletivos do IBGE eu tive a felicidade de ser o primeiro colocado.
Em 2007, resolvi definitivamente que iria me dedicar exclusivamente a concurso público, no entanto sabia que devido a minha situação financeira eu teria que passar em um concurso público de menor proporção para que eu dispusesse de meios e mais tempo para estudar. Assim, no mesmo ano saiu o concurso da secretaria de administração do Estado do Piauí com vagas para vigilante. Estava aí definida a minha estratégia. Passaria no concurso de vigia e com isso ganharia o meu sustento e de minha esposa e teria tempo para me dedicar aos estudos. Passei em primeiro lugar em minha cidade. Estava definido o que fazer e como ser feito. Nesse momento conheci uma das pessoas mais importantes em toda a minha vida de concurseiro e que passou a ser o meu melhor amigo e meu grande companheiro de estudo. Adão me apresentou nesse período ao ESTRATÉGIA CONCURSOS. A partir daí foram vários os concursos e muitas noites de sono. Tive a sorte de passar em alguns, mas por muitas vezes fiquei fora por muito pouco.
Batidas na trave: AUDITOR/SEFAZ – PI: eliminado em Estatística por uma questão, APO/SEAD – PI: fora da lista após a prova de títulos, AUDITOR/CGE – PI: fora também por muito pouco, entre vários outros.
Aprovado e não nomeado: Correios – aprovado em 9º lugar por duas vezes (1 para carteiro e outra para atendente), CEF – aprovado em 42º lugar para Teresina – PI (nomeados apenas 18), BB – MA, INSS/BATALHA – PI – 7º lugar (nomearam até o sexto colocado e a tristeza de saber que em minha cidade eu seria o primeiro colocado), CONTADOR/IFMA – 5º lugar, CONTADOR/MPU – MA – 9º lugar, entre outros.
Aguardando nomeação: AUDITOR/CGE – MA, CONTADOR/CONAB, CONTADOR/IFPI, MPE/MA.
Nomeado: ATA/MINIFAZ/MG – nomeado em 2011, BANCO DO BRASIL/2011 – 11º lugar do Piauí – nomeado em 2011, PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPO MAIOR – PI/FISCAL DE TRIBUTOS MUNICIPAIS, IBGE/AGENTE CENSITÁRIO – 2006,2008 E 2010, SEAD/PI – 2007 e ANALISTA ADMINISTRATIVO-CONTABIL/DNIT–PI – nomeado em 2015 e o qual exerço atualmente.                       
Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?
Evando: Ver o seu nome no diário oficial é o ápice na vida de um concurseiro. É o momento que você ver que todo aquele seu esforço valeu a pena. Toda a sua vida de concurso passa pela sua mente em segundos. É um momento de extrema alegria. 
Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social para passar no concurso o mais rápido possível?
Evando: A minha vida social, durante o dia e aos finais de semana, foi a mais normal possível. Passeio com os amigos e com a família sempre que foi possível. Como sempre trabalhei e estudei para concurso tive que trocar os dias pelas noites. As noites eu estava sempre estudando. Geralmente das 8h ás 2h da manhã. Quando saia um concurso que eu me escrevia, as horas de estudo aumentavam e os finais de semana passavam a ser ocupados com muita leitura. 
Estratégia: Ao longo de sua jornada, você tentou outros concursos, para treinar e se manter com uma alta motivação ou decidiu manter o foco apenas naquele concurso que era o seu sonho? Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?
Evando: Eu não tive muitas escolhas durante a minha vida de concurseiro. Minha meta sempre foi fazer uma escadaria. Deveria passar e assumir um pequeno para poder dar o próximo passo. Acredito que isso foi o que mais me atrapalhou. Sou defensor de que é muito mais fácil você passar se já tiver um concurso definido. O que aconselho é que se você puder, deverá manter o foco naquele concurso que você deseja e somente faça concursos que tenham o mesmo conteúdo ou que seja, pelo menos, similar. Hoje pretendo continuar estudando para auditor fiscal e me sinto um pouco mais confortável para me dedicar totalmente a essa área.     
Estratégia: Você estudou por quanto tempo, contando toda a sua preparação? Durante este tempo de estudo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos mesmo naqueles períodos em que não havia edital na mão?
Evando: Estudar para concurso não é algo tão prazeroso quanto tomar uma cerveja a beira mar. Para se manter firme é necessário que você acredite que aqueles momentos frente a um material de estudo vão lhe proporcionar uma futura melhoria na sua vida. Eu sempre acreditei que eu só teria uma chance de melhorar a minha situação financeira e essa passava por um cargo adquirido através de concurso público.
Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?
Evando: Eu iniciei estudando por apostilas que por muitas das vezes nem ao menos olhava sua procedência. Após criar, junto a dois amigos, um grupo de estudos em minha cidade passamos a comprar materiais do ESTRATÉGIA CONCURSOS e a fazer a assinatura do SITE EU VOU PASSAR, além de comprar alguns livros. Assim passamos a estudar por mais de uma fonte. Começávamos sempre lendo o material escrito e quando já estávamos cansado, nós passávamos para os vídeos e geralmente marcávamos um dia para a resolução de questões. Para o cargo que exerço atualmente eu estudei única e exclusivamente pelo material do ESTRATÉGIA. A exemplo, cito o material de contabilidade pública com o professor Giovanni Pacelli que foi, como falamos aqui na minha cidade, só o sumo.   
Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e re-leitura da teoria?
Evando: Tentei vários métodos para ver a qual deles eu me adaptaria mais facilmente. Acredito que cada pessoa tem um método próprio de estudo, mas é preciso descobrir qual a melhor forma para você.   Após vários testes descobri que para mim era melhor estudar uma disciplina por vez. Assim passei a estudar uma disciplina por dia de segunda a sexta e deixar os sábados e os domingos para a resolução de questões. Para evitar está lendo pontos menos importantes é necessário fazer resumos, pois, assim, estamos estudando duas vezes ao mesmo tempo (uma vez quando lemos e outra quando escrevemos) e ainda temos a vantagem de colocarmos no resumo o que para nós é mais importante. Além de fazer resumos e de responder a maior quantidade de questões possíveis, é necessário que conheçamos a banca organizadora com todas as suas peculiaridades.
Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?
Evando: Acho que a maioria das pessoas tem uma disciplina que lhes parece ser mais difícil ou mais chata. E comigo não foi diferente. A melhor maneira, senão a única, é enfrentar a situação. Se aquela é a disciplina que pode lhe tirar do concurso e ela está lá em seu edital, você vai ter que enfrentá-la. Bata forte em seu ponto fraco. Aprenda-a o mais rápido possível e passe a dar a ela a maior atenção do mundo. Enfim, não se deixe enganar, ela vai tirar a sua vaga se você não resolver logo esse problema. Para mim, a matéria que tive mais dificuldade foi matemática financeira. De tanto estudá-la ela passou a ser uma das disciplinas que tenho mais afinidade atualmente. 
Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como você levou seus estudos neste período? Você se concentrava nas matérias de maior peso ou distribuía seus estudos de maneira mais homogênea? Focava mais na re-leitura, em resumos, em exercícios, etc ?
Evando: A reta final é o momento para, você que estudou, usar a seu favor. Não se desespere. Esse é o momento para você rever os seus resumos e fazer o maior número de questões possíveis. Eu sempre tive isso em mente. Além disso, eu procuro, nos últimos dias, dar ênfase àquelas disciplinas e a aqueles assuntos que eu tenho maior dificuldade e àquelas que valem mais pontos. 
Estratégia: Na semana da prova, nós sempre observamos vários candidatos assumindo uma verdadeira maratona de estudos (estudando intensamente dia e noite). Por outro lado, também vemos concurseiros que preferem desalecerar um pouco, para chegar no dia da prova com a mente mais descansada. O que você aconselha?
Evando: Se você viu todo o conteúdo, o melhor que tem a fazer é deixar a semana da prova para ler um resumo e para fazer algumas questões. Acho que um ou dois dias antes da prova o melhor a se fazer é relaxar a mente. Procurar sair com os amigos, namorar, enfim, procurar se descontrair um pouco. A tensão antes da prova pode ser um grande vilão para aqueles que estão preparados. Se você não está preparado, não vai ser em uma semana que você vai aprender tudo. Isso pode, inclusive, te prejudicar mais ainda. É comum quando não temos total conhecimento do assunto respondermos errado pensando que estamos certo baseado em algo que se viu ao longe.   
Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?
Evando: A prova discursiva é somente mais uma etapa do concurso em que você vai usar o que aprendeu. Ela é aquela parte que vai avaliar realmente o conteúdo. Para se está preparado para a prova discursiva não tem outro jeito a não ser você está treinado. E está treinado é praticar. Eu procuro fazer uma redação à medida que vou estudando o conteúdo. Assim eu treino a redação, melhoro meu português e por cima resumo o conteúdo.
Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS
Evando: Quando iniciei, eu cometi vários erros que muitas das vezes foram marcantes para as minhas reprovações. Deixar para estudar somente após o edital, relaxar no início e acelerar os estudos nos dias próximos a prova, me deixar abater com palavras de quem não dispunha de nenhum conhecimento para avaliar se eu estava ou não no caminho certo, me abater com os maus resultados, entre outros.
Os maiores acertos foi sempre buscar informação com que entendia do negócio (e aí entra mais uma vez o ESTRATÉGIA), buscar sempre me reinventar a cada reprovação procurando onde eu errei e o que poderia fazer para consertar a falha. Outra característica foi sempre responder em casa as questões que eu havia errado no concurso. Isso fazia com que na próxima prova eu não errasse uma questão similar.
Estratégia: Pela sua experiência e contato com outros concurseiros, diga-nos quais são os maiores erros que as pessoas cometem quando decidem se preparar para concursos?
Evando: O maior erro que se constata é a falta de estudo antes do edital e a falta de foco. As pessoas muitas vezes ficam sem estudar antes de determinado edital e quando o mesmo sai a pessoa quer aprender em muito pouco tempo uma bateria de matérias e conteúdo.
Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação?
Evando: O mais difícil é se manter firme frente aos maus resultados. Por isso é necessário que nos cerquemos de pessoas que têm o mesmo anseio e que também venham estudando para concurso. Somente concurseiro entende concurseiro. Para mim, oriundo de uma cidade do interior, que não tem um cursinho, que as pessoas ainda acreditam naquela história de que filho de pobre não passa, de que concurso é jogo de cartas marcadas, o mais difícil foi não dar ouvidos aos pessimistas.
Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!
Evando: ACREDITEM E TENHAM A CERTEZA DE QUE A TÃO SONHADA APROVAÇÃO SEMPRE VEM PARA AQUELES QUE SE MANTÊM FIRME EM SEUS ANSEIOS, PROCUREM UM BOM MATERIAL (AÍ EU RECOMENDO O SITE ESTRATÉGIA CONCURSOS) E PERSISTAM, POIS, A PERSISTÊNCIA É A ALMA DO NEGÓCIO.
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