O odontólogo, historiador,  professor universitário, imortal da Academia de Letras do Vale do Longá, Manoel Monte Filho, usou o último final de semana para um ritual de profundo sentimento e zelo pela memória do irmão Joaquim Monte.

Falecido no dia 12 de Setembro de 2014 em Curitiba/PR, onde residia, o psiquiatra Joaquim Oliveira Monte era professor da Universidade Federal do Paraná e uma das destacadas personalidades do mundo cultural e intelectual da capital paranaense. Sua morte rendeu-lhe homenagens póstumas de vários segmentos da sociedade curitibana.

De posse das cinzas do irmão, que fora cremado em Curitiba, Manoel Monte Filho as depositou nas proximidades do tronco de um pé de sapucaia, na Fazenda Lagoa Seca, zona rural de Barras, de propriedade da Família Monte há cerca de 150 anos. Outra parte das cinzas foram depositadas no Cemitério da Fazenda Detrás do Mato.

A comitiva de familiares esteve composta de: Maria José Monte, Socorro Monte, Manoel Monte Filho, Zulmira Monte,  Francy Monte, Giseuda Monte (esposa de Manoel Monte Filho), Luis Antônio (neto de Manoel Monte Filho), Kátia Monte (esposa de Francy Monte), Carlos Monte, Salvador Monte, João da Cruz Monte e Ivone Monte.


“Devemos ser líderes de nossa vida e trilhar nossa trajetória de modo que quando olharmos para trás possamos ver as marcas que estamos deixando”. (Joaquim Monte).

No cemitério cujas fotos são postadas abaixo, são sepultados vários membros da Família Monte, uma das mais tradicionais de Barras, entre os sepultados no local está Francisquinho Monte, que vem a ser irmão de Manoel Monte Filho.

Na Fazenda Lagoa Seca, Manoel Monte Carvalho e Zuzú Monte (pais do falecido Joaquim Monte), tiveram 10 filhos, todos de parto normal. Os partos foram realizados sem nenhuma assistência médica, todos com a ajuda de uma "parteira", profissional das mais conhecidas e respeitadas no interior nordestino e atualmente quase em extinção.

(*) No linque a seguir você confere matéria do Tribuna de Barras anunciando a morte do barrense Joaquim Monte: http://www.tribunadebarras.com/2014/09/familia-monte-de-luto-morre-em-curitiba.html





Além de artigos para jornais e revistas, Joaquim Monte também escrevia poemas, como os irmãos Manoel Monte Filho e Francy Monte, ambos imortais da Academia de Letras do Vale do Longá. Abaixo reproduzimos um dos poemas de Joaquim Monte.

O HOMEM DA MINHA VIDA


Óh! Meu Deus! Que triste sorte a minha!
Que tanto um homem para mim procurava!
Só mulheres apareciam! Só mulheres tinha!
Só mulheres, senhor! Só mulheres encontrava!

Queria um homem... Um homem só para mim!
Que me desse carinho e calor no coração!
Era demais... Era uma tristeza sem fim!
Parti para longe... Para viver na solidão!
Então, Senhor! Tudo mudou em minha vida!
Minha alma estremeceu, meu peito cantou!
Os meus olhos se encheram de tanto brilho!
Pois aqui, só para mim, um homem encontrei!
E todo meu: o homem que jamais tive e amei!
O Mauro... O homem de minha vida – meu filho.

(*) Joaquim Monte - Curitiba/PR, 23 de Abril de 1980.

Dados Biográficos:

José Joaquim Oliveira Monte nasceu no município de Barras, Piauí, no dia 1º de janeiro de 1944. Formou-se médico pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, em 1971. Na década de 1980, passou a morar em Curitiba. Publicou diversos artigos sobre educação, saúde, qualidade de vida e relações humanas no Jornal Gazeta do Povo e Revista do Santa Mônica, periódicos curitibanos.

Começou sua trajetória no Rotary Club em 1976, e foi iniciado Aprendiz Maçom em 1981. Foi ainda presidente do PX Clube de Curitiba, desempenhando atividades como radiocidadão na capital. Prestou consultoria nas áreas comportamental, de saúde e qualidade de vida em diversas empresas. 
Reações:
 
Top