Está concluso para julgamento no Tribunal Regional Federal da 1ª Região a ação penal em que é réu o deputado estadual e pastor evangélico Gessivaldo Isaias, natural de Porto, cidade da Região da Grande Barras, acusado de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Gessivaldo, que atualmente está licenciado para ocupar a Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo, foi denunciado pelo Ministério Público Federal no Mato Grosso por suposto envolvimento na “máfia dos sanguessugas” acusado de receber propina de R$ 20.000,00 (vinte mil reais). O julgamento do deputado Gessivaldo Isaias já foi pautado para julgamento por duas vezes, tendo a última pauta sido marcada para 29 de abril de 2015. O processo atualmente se encontra no gabinete do desembargador federal Ney Bello.

Imagem: Bárbara RodriguesDeputado Gessivaldo Isaías(Imagem:Bárbara Rodrigues/GP1)Deputado Gessivaldo Isaías

Caso seja condenado o deputado poderá pegar até 03 anos de cadeia e estará enquadrado na Lei da Ficha Limpa se tornando inelegível.  
Entenda o caso
No total o Ministério Público Federal no Mato Grosso ofereceu denúncia contra 285 ex-prefeitos, ex-deputados, ex-secretários municipais, assessores e integrantes de comissões de licitações no esquema sanguessuga, acusados de receberem propinas da empresa Planam, do empresário Luiz Vedoin, para que fossem vendidas ambulâncias superfaturadas para o governo federal. As irregularidades foram descobertas a partir do ano 2000.  A organização criminosa atuou em 26 unidades da federação, cometendo crimes contra a Administração Pública: lavagem de dinheiro e fraude a licitações para a compra de unidades móveis de saúde, ônibus de transporte escolar, veículos de inclusão digital e equipamentos médico-hospitalares.
Estima-se que o grupo tenha movimentado recursos públicos federais em quantia bem superior a R$ 110.000.000,00 (cento e dez milhões de reais). Parte desse dinheiro foi utilizada para o pagamento de vantagens ilícitas a parlamentares, servidores públicos e lobistas ligados ao esquema.


(*) Fonte: GP1

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