Barras é uma cidade repleta de vultos históricos no cenário piauiense, em particular, e no Brasil, em geral. Todos cantados e exaltados em prosa e verso. Isto é fato. Mas a sua sociedade não preza pela guarda da sua história e, principalmente, a guarda definitiva dos restos mortais dos seus filhos.


O seu histórico e principal cemitério foi demolido por determinação de um prefeito na segunda metade do século passado e no local foram construídas casas residenciais, igreja, restaurante e clínica odontológica. Uma afronta e um desrespeito aos que ali foram sepultados.

O atual cemitério, localizado no Bairro Pequizeiro, é pequeno, sujo, tomado pelo mato e desorganizado de tal forma que se torna difícil ou mesmo impossível transitar no seu interior.
O advogado barrense residente em Brasília, Wagner Carvalho, assim se reporta sobre este fato: “O Cemitério São José, desconfortável sobre todos os aspectos, sem mais espaços para sepultamentos e até mesmo para transeuntes, carente de arborização e cheio de mato em toda a sua extensão, é motivo de preocupação da sociedade barrense. Os túmulos numa completa desordem se acotovelam e não existe um planejamento de urbanização - cavam-se as tumbas de qualquer jeito. A indiferença das autoridades é total e absoluta; não se ouve a voz de nenhum representante do povo a esse respeito, o silêncio é sepulcral. Vislumbra-se a sua ampliação como única solução plausível e salutar, mas nada se anuncia a esse respeito”.
O que fazer então para solucionar esta preocupante situação?

Os nossos vereadores bem que poderiam colocar em pauta uma consulta popular para avaliar este fato”.

Construir cemitérios nos bairros seria uma solução? Ampliar o Cemitério São José resolveria a questão?

Para que serve uma praça construída em frente ao cemitério? Poderia ser incluída na área do campo santo para a construção de uma sala de velório, uma capela e um mausoléu onde seriam homenageados nossos mais destacados filhos? Existem áreas nos fundos ou nas laterais que possam ser incorporadas?

Em última instância a palavra é do prefeito. Bem que ele poderia solucionar este problema. É uma questão de sensibilidade política, de decisão administrativa.

Mas, por outro lado, existem os cemitérios particulares em outras cidades e por quê não em Barras? Com a palavra os empresários barrenses.

Gostaria de ouvir a opinião dos políticos, das igrejas, dos sindicatos, da maçonaria, da Academia de Letras do Vale do Longá, dos estudantes, dos comerciantes, enfim, de todas as pessoas da nossa sociedade.


(*) Manoel Monte Filho, professor universitário, imortal da Academia de Letras do Vale do Longá - ALVAL

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