Os quatro adolescentes acusados de terem estuprado e torturado quatro meninas em Castelo do Piauí na última Quarta-feira (27) foram transferidos para Teresina e chegaram na noite de ontem (28) à Capital. Os menores estão provisoriamente no Complexo de Proteção ao Menor Infrator, mas devem ser separados e conduzidos para o Centro Educacional Masculino (CEM) e o Centro Educacional de Internação Provisória (CEIP).

Um dos menores de idade que cometeram o estupro coletivo na cidade de Castelo do Piauí, já teria pelo menos 60 passagens pela Delegacia do município nos últimos três anos, segundo o delegado Laércio Evangelista, que preside as investigações do caso de estupro coletivo. “Eu me lembro de pelo menos 10 processos que abri contra um desses adolescentes aqui na delegacia da cidade, principalmente por prática de assaltos e associação com o tráfico. Mas ele já tem cerca de 60 passagens”, diz o delegado Laércio, que está à frente da Delegacia de Castelo desde junho do ano passado.
Em depoimento na Delegacia de Castelo do Piauí, os adolescentes disseram que estavam usando droga quando viram as meninas chegando ao alto do morro. Eles estavam na companhia de um homem identificado como Adão José de Sousa, que teria chegado a cidade há um mês e é suspeito de ter  participado do assalto a um posto de gasolina recentemente em Castelo do Piauí. Os menores confessaram ter participado do estupro coletivo.
Segundo o delegado geral de Polícia Civil do Piauí, Riedel Batista, a partir de agora os adolescentes encontram-se à disposição da Justiça, que terá um prazo de 45 dias para definir qual será a medida sócio-educativa a ser aplicada neste caso. “Se este prazo não for cumprido, então eles poderão ser postos em liberdade. É a lei e nós temos que cumpri-la. O trabalho da polícia é prender, agora é com a Justiça”, afirma o delegado Riedel. A lei que se refere o delegado é o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente, também conhecido como Estatuto do Menor.
As Polícias Civil e Militar continuam em diligências à procura de Adão, o último acusado de estar junto com os marginais mirins, mas segundo os próprios menores de idade, não participou do estupro e nem dos espancamentos contra as garotas. Diante da possibilidade dele ter cruzado a fronteira do Piauí com o Ceará, a polícia piauiense contatou as Forças de Segurança do Estado vizinho, que também está auxiliando nas buscas e montando barreiras. Homens do RONE  e da Força Nacional também foram deslocados para Castelo do Piauí e municípios vizinhos.
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