De repente vemos Barras ser transformada em uma espécie de Ratópolis, onde agentes públicos aliciam cada vez mais frequentes as pessoas com ofertas generosas de dinheiro e outras benesses, sem que seja levado em conta o fruto do trabalho ou o suor do próprio rosto, como profetizam as escrituras sagradas.
Aqui se dá de tudo sem observância de qualquer principio legal ou moral. Cestas básicas são distribuídas aleatoriamente, mesmo quando são adquiridas com dinheiro público.
Alguns políticos pensam no poder como objeto de desejo pessoal. O crime, além de organizado, parece institucionalizado.
Para os gestores, os grupos e subgrupos que recebem favores, em troca da blindagem dos seus chefes, subchefes e chefetes, valem mais do que o coletivo. Esses indivíduos, geralmente aceitam a corrupção como algo vital, indispensável, e assim deixam-se corromper por ela.
Não é possível, nesse momento, falar do exercício da cidadania, porque o mesmo requer a participação de todos, para que a transformação social se faça sentir.
A organização popular, em Barras, em sua maioria, foi engolida pelo favorecimento pessoal e familiar. Essa situação tem gerado protótipos de administradores e agentes políticos que não presam pela eficiência na gestão dos serviços públicos. Cabe ao cidadão consciente a obrigação de não aceitar ser vitima da corrupção.
Não importa como se apresente, a corrupção será sempre um câncer a esmagar o tecido social.
Nessa Ratópolis, pretendida pelos governantes locais, a institucionalização e banalização do ilícito, colabora incisivamente para a falência dos serviços essenciais, ampliando a pobreza e levando o povo a uma miséria crônica.
A corrupção, na prática, aniquila a dignidade do cidadão, destrói o convívio social, contamina os indivíduos e compromete a vida das gerações atuais e futuras.
Corruptos e corruptores, cada vez mais, tem se unido, em torno de uma cultura marcada secularmente pela ótica do “é dando do que se recebe”. Essa prática tem afetado seriamente o sistema educacional que não consegue formar e orientar cidadãos capazes de repensar a realidade, para transformá-la à luz da razão.
Nesse contexto, a corrupção é intolerável porque reproduz um mundo desigual, fechado a poucos.
É fácil entender isso quando se analisa esta lista do Programa Garantia Safra. A extensão da prática da corrupção, como fenômeno social que busca destruir o pensamento daqueles que acreditam na capacidade de construção de uma vida digna, se faz presente nessa terra em que se plantando, tudo dá, inclusive a própria  corrupção.
Essa nova Ratópolis, criada à imagem e semelhança daqueles que governam o munícipio, não pode e nem deve prosperar.
Os cidadãos de bem precisam se reunir e lutar contra essa prática que destrói os valores sociais.
É preciso cobrar do Prefeito Edilson Capote uma atitude que desfaça essa utopia de um mundo particular, regado a escândalos, envolvendo assessores nomeados para cargos do primeiro escalão em ser Governo, sob pena de omissão ou de premiação da corrupção.
Afinal de contas, ser conivente com os atos do Secretario Paulo Lemos, nesse episódio, é continuar dando carta branca para o pleno funcionamento de Ratópolis, a terra dos ratos!
(*) Artigo de Germano Filho, Barras on Line
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