O Cemitério São José, público,  maior e mais tradicional de Barras, de reponsabilidade da Prefeitura, virou um verdadeiro matagal, quase uma floresta.

A reportagem do tribunadebarras.com esteve visitando o campo santo e nossos reporteres ficaram chocados com o que viram. Descaso total da Prefeitura de Barras para com os mortos das famílias locais, Circular entre as sepulturas é algo difícil, você tem que ter um facão às mãos para sair abrindo caminho, cortando os matos que impedem sua passagem.

Lourdes Dodó, moradora de uma casa localizada a cerca de 60 metros da porta de entrada do cemitério, falando ao tribunadebarras.com disse que: "A Prefeitura de Barras só limpa o cemitério quando está próximo do Dia das Mães ou do Dia de Finados. Quando morre alguém rico, a prefeitura costuma mandar limpar nas imediações do local onde a pessoa vai enterrada, e só isso! O cemitério está lotado, não tem mais lugar para enterrar ninguém, em alguns casos já arrancaram defuto do seu túmulo e jogaram num buraco qualquer, para enterrar outras pessoa, como aconteceu com a Dona Maria, esposa do Doutor Leonel. Queriam que ela fosse enterrada ao lado do Doutor Leonel, aí arrancaram os ossos de uma pessoa enterrada ao lado e jogaram em outro buraco que hoje talvez nem saibam mais onde é esse buraco, e enterraram a Dona Maria ao lado do túmulo do marido".

Já Ana Paula, também moradora das próximidades do Cemitério São José, disse que: "Como o portão do cemitério está quebrado e é portanto de livre acesso, usuários de drogas usam suas porcarias dentro do cemitério além de arracarem cruzes e santos de bronze para trocarem por drogas ou venderem no comércio clandestino para serem derretidos. Aqui por trás do cemitério tem uma vila que quase todo dia agente ouve tiros, são os traficantes com o drogados. Não temos segurança pública, mesmo carros da polícia andando com suas luzes piscando durante parte da noite".

O senhor Antônio da Silva Nascimento conclui: "Já tenho 72 anos, nunca vi juventude tão desocupada, um bando de rapazes e moças fazendo tudo o que não presta, esses jovens não tem pai dentro de casa e as mães são na maioria raparigas, ou mães solteiras como se chama hoje em dia. Estudei no Grupo Matias Olímpio, a diretora era a professora Rosinha Barros, linha dura; naquele tempo professor agente respeitava mais que os pais dentro de casa. Hoje em dia professor e professora namora até com os alunos que tem idades de ser filhos deles. Uma vergonha. E nesse cemitério, não tem administração, essa prefeitura está cheia de gente safada, que só quer enriquecer; agente nem ver o prefeito na cidade, só vive viajando. Não tem obras na cidade, está muito ruim de agente viver aqui, meus filhos foram todos embora para Teresina e Marabá no Pará", concluiu.

A reportagem do Tribuna de Barras tentou manter contato com o prefeito Edílson Sérvulo para saber se ele tinha conhecimento da situação de abandono do cemitério, mas em quatro tentativas seu telefone chamou e ninguém atendeu. O espaço está aberto aqui no Tribuna de Barras para as explicações do Chefe do Executivo Barrense.

Abaixo, fotos do Cemitério São José feitas na tarde desta Segunda-feira, 16 de Março de 2015.







(*) Fotos: tribunadebarras.com

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