Poucos casarões históricos são preservados. Nos últimos 35 anos, Barras tem renegado sua história e até quem fez ou faz a história, enalteceu ou enaltece a cultura e promoveu ou promove a inteligência!
Muito se tem questionado a destruição de parte do patrimônio histórico, arquitetônico e cultural de Barras no longo de décadas. Os agressores, na maioria, são os próprios prefeitos. Theatro Municipal, palco do Auditório Monsenhor Uchôa, residência de Monsenhor Uchôa (Rua Gal. Thaumaturgo de Azevedo), gruta do Patronato, Usina Termo-elétrica Leônidas Melo, Praça Monsenhor Bozon, muitas residências antigas e até o centenário calçamento de algumas ruas da cidade destruído nos últimos anos pela AGESPISA - Águas e Esgotos do Piauí S/A para mudança na canalização de abastecimento de água potável.
O tombamento é um ato administrativo realizado pelo Poder Público, nos níveis federal, estadual ou municipal. Os tombamentos federais são responsabilidade do IPHAN e começam pelo pedido de abertura do processo, por iniciativa de qualquer cidadão ou instituição pública. Em nível de município, os tombamentos podem ser realizados através de lei apresentada por vereadores.
O objetivo é preservar bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo a destruição e/ou descaracterização de tais bens.
Pode ser aplicado aos bens móveis e imóveis, de interesse cultural ou ambiental. É o caso de fotografias, livros, mobiliários, utensílios, obras de arte, edifícios, ruas, praças, cidades, regiões, florestas, cascatas etc. Somente é aplicado aos bens materiais de interesse para a preservação da memória coletiva.
O processo de tombamento, após avaliação técnica preliminar, é submetido à deliberação das unidades técnicas responsáveis pela proteção aos bens culturais brasileiros. Caso seja aprovada a intenção de proteger um determinado bem, seja cultural ou natural, é expedida uma notificação ao seu proprietário. Essa notificação significa que o bem já se encontra sob proteção legal, até que seja tomada a decisão final, depois de o processo ser devidamente instruído, ter a aprovação do tombamento pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural e a homologação ministerial publicada no Diário Oficial. O processo é concluído com a inscrição no Livro do Tombo e a comunicação formal do tombamento aos proprietários.
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