De acordo com uma publicação da semana passada na revista Nature, pesquisadores do Instituto de Pesquisa Scripps (Estados Unidos), em parceria com outras instituições, teriam identificado uma maneira de impedir que o HIV infecte as células, empregando a substância com uma abordagem semelhante a uma terapia genética.
Uma proteína denominada cD4-IG bloqueia os pontos onde o vírus se liga aos receptores celulares para que possa invadi-la, fechado assim, a porta de entrada do vírus na célula.
Durante os testes, foi injetado no músculo de macacos, material genético que codifica a proteína, fazendo com que o próprio organismo das cobaias a produzisse. Em seguida, foi injetado nas cobaias quantidades até 16 vezes maiores de vírus necessários para produzir uma infecção e, as mesmas, não apresentaram sinais da infecção até 40 semanas após a inoculação, mostrando-se assim, mais eficaz do que qualquer outra já utilizada anteriormente.

Estima-se que a nova terapia estará sendo testadas em humanos já no próximo ano, em um primeiro momento, em portadores do HIV, para manter baixo os níveis de vírus no organismo de quem já está infectado. Em um segundo momento, se estará testando a substancia como vacina, para evitar a infecção de quem não é portador do HIV.
(*) O Estado de S.Paulo
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