Enfermeiro mata um homem e ainda fica
sentado sobre  o corpo!
Franklin Evangelista Oliveira Castelo Branco, de 28 anos, foi morto no final da tarde desta Quarta-feira (10), no Bairro Pirajá, zona norte de Teresina, após ter sido brutalmente espancado pelo suposto pai de uma menina de 15 anos, suposta vítima de estupro. O crime teria sido um engano e familiares da vítima protestaram contra a morte brutal, alegando que o homem morto era evangélico e de boa índole, conhecido de todos no Bairro Pirajá. Há informações também de que a menina de 15 anos teria se entregado sexualmente para um menino e para esconder da família, que descobriu que ela não era mais virgem, inventou a história do estupro para manter em sigilo o nome do amante, acusando Franklin Castelo Branco.
O incidente aconteceu por volta de 17 horas. Flamarion Barbosa, que foi conduzido para a Central de Flagrantes, e autuado, é enfermeiro e estaria em defesa da filha de uma mulher com quem se relaciona, que supostamente teria sido estuprada.
Após saber do suposto estupro, o Flamarion saiu atrás de Franklin e o espancou por vários minutos. Foram dezenas de socos no rosto, que acabaram impedindo a respiração de Franklin, que morreu no local. O acusado, ainda ficou alguns minutos sentado sob as costas do cadáver, até a chegada da polícia ao local.
Os policiais acionaram o SAMU, e os socorristas ainda tentaram reanimar o rapaz, mas já não havia como salvá-lo.
O enfermeiro vai responder por homicídio. O crime que ocorreu no meio da rua e foi filmado por vários populares; as filmagens serão repassados para a polícia. Na Central de Flagrantes, familiares do rapaz morto protestaram contra a justiça feita pelas próprias mãos.
Recentemente caso idêntico foi verificado em Teresina tendo como assassinos um grupo de taxistas da cidade. 

(*) Foto: Weslley Sales


Família de Franklin Castelo Branco entra em defesa e pede justiça

Familiares de Franklin de Oliveira Castelo Branco, 30 anos, morto na tarde desta quarta-feira(10), por espancamento no Bairro Pirajá, zona Norte de Teresina, estão pedindo Justiça e querem limpar o nome do jovem que foi apontado como estuprador. 
A família reafirma que ele sofria de transtornos mentais e ressalta que ele era bastante religioso e costumava abordar desconhecidos na rua para dar conselhos. Parentes supõem que quem o viu se aproximar da garota, interpretou mal a cena. 
A tia de Franklin, Isabel Macedo, disse que seu sobrinho já havia sido aposentado por sua condição mental. “Meu sobrinho nunca agarrou ninguém, mas ele gostava se aproximar das pessoas para dar conselhos, porque ele era evangélico. Ele sempre fazia caminhadas porque ia visitar a avó na rua Rui Barbosa, nunca foi agressivo e ajudava na Igreja”, declarou.
Ela acrescenta que a população e os parentes estão revoltados. “A revolta é grande, o bandido saiu da história como mocinho. A única peleja dele era a salvação dos jovens. Na ultima terça-feira(09) capinou a Igreja, participou do culto e saiu muito feliz”, acrescenta. 
O pastor Francisco das Chagas Silva Machado, da Assembleia de Deus ministério Anápolis, também defende Franklin. “Ele nunca fez nada de mal a ninguém. Não acredito de forma alguma que ele tenha tentado agarra a jovem”.
A mãe da vítima, Marlene Maria, está transtornada porque hoje é seu aniversário e está velando o corpo do filho em sua casa e não quis falar com a imprensa. A vítima faria 31 anos no próximo 25 de dezembro. 
“Queremos que seja feita a Justiça da terra, porque a maior é a de Deus. Eu perdoou ele (Flamarion), mas a imagem do meu sobrinho foi denegrida. Também não desejo mal e sei que se meu sobrinho estivesse vivo ele também perdoaria”, declarou Isabel Macedo.    
O sepultamento será hoje às 16 horas no cemitério do Parque Brasil. 
Polícia
O titular do 2º DP, delegado Anfrísio Castelo Branco, informou que o caso já está na delegacia, mas não quis adiantar informações para não atrapalhar o caso que está em andamento. 
Ele confirmou que ainda irá ouvir testemunhas e que o suspeito do homicídio, Flamarion Barbosa Santana Coutinho, permanece preso na Central de Flagrante.  O suspeito afirmou ser gerente de construtora e ex-enfermeiro. 

(*) Texto: Caroline Oliveira
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