Taxistas de Teresina estão se envolvendo com frequência em linchamentos e assassinatos, uma milícia está sendo formada envolvendo membros da classe. Virou caso de Polícia!
O jovem identificado como Felipe Mendes Siqueira, 22 anos, foi morto com pelo menos 15 facadas na noite desta Quarta-feira(26) na Rua Paulistana, Bairro São Pedro, zona Sul de Teresina. Os principais suspeitos são taxistas que teriam perseguido o jovem após uma tentativa de assalto. Não é a primeira vez que em bando, taxistas cometem crime em Teresina, são necessárias medidas urgentes por parte das autoridades, até no trânsito há arrogância, maus tratos aos demais condutores de veículos e discussões constantes provocadas por taxistas. "Eles se acham donos das ruas, fazem manobras arriscadas e gritam e esbravejam com agente, são muito mau educados", diz André Lima, condutor de um veículo modelo fiesta, da Ford, em entrevista.
De acordo com a polícia, Felipe Mendes Siqueira e o companheiro, identificado como Antônio Eguiberto Aragão de 23 anos, pegaram um taxi no Saci e ao chegar na avenida Gil Martins, anunciaram o assalto e chegaram a ferir o taxista com uma faca. Ele reagiu e conseguiu chamar reforço dos colegas taxistas para fazer uma perseguição à dupla. 
A mãe de Felipe, Maria das Graças da Conceição Mendes Siqueira, 65 anos, relatou a imprensa que seu filho foi se esconder na casa de Eguiberto, na mesma rua que a sua. Mas, os taxistas em bando, chegaram a invadir à sua casa à procura dos dois. 
“Eles chegaram até a casa de Eguiberto, pegaram ele e começaram a linchar. Foi ai que a polícia chegou e conseguiu prender o Eguiberto. Mas, eles queriam pegar o meu filho. Vieram até minha casa, quebraram o portão e me ameaçaram. Eu dizia que meu filho não estava em casa e eles quebraram tudo para entrar”, contou a aposentada.
Felipe conseguiu subir no telhado e correu sobre a casa até que o teto quebrou e ele caiu numa residência, nos fundos de sua casa. Ao sair, já ferido, foi pego pelos taxistas que o agrediram com pauladas e facadas. O jovem não resistiu e veio a óbito no local. 
Maria das Graças lamenta a morte do filho e descreve os momentos de terror que passou dentro de casa. “Eles batiam no portão, eu dizia que ele não estava e eles mandavam eu calar a boca, senão eu que ia pagar. Eu estava com duas crianças dentro de casa, quando eles invadiram”, 
Eguiberto, que também estava ferido, foi atendido no Hospital de Urgências de Teresina (HUT) e depois levado para a Central de Flagrantes. Como ninguém prestou queixa, ele já foi liberado.  
Vizinhos falam da perseguição
O filho da dona da residência em que ele caiu, Ironildes Fernandes, afirmou que o rapaz caiu pelo telhado e os taxistas retiraram ele de dentro da casa e levaram para fora onde o espancaram. “Quando ele caiu aqui, eles tentaram quebrar essa porta, ai perceberam que o portão ficava aberto, foi ai que invadiram, e arrastaram ele até lá fora. Onde fizeram tudo”, contou Iranildes. 
Uma jovem que não quis se identificar testemunhou o crime e contou que haviam cerca de 50 taxistas no local e que Felipe só apareceu no telhado, porque os taxistas estavam ameaçando a mãe dele.  
“Os taxistas estavam aqui, bateram e mandaram a mãe dele calar a boca, senão ela iria pegar o dela. Nessa hora, um taxista que estava armado atirou em Felipe, ele saiu correndo e caiu lá atrás”, descreve. 
Ela disse que não foram os jovens que feriram o taxista, segundo ela, ele se feriu ao tentar tomar a faca na hora do assalto. “Eles não furaram ele não. Na hora do assalto, ele pegou na faca e conseguiu tomar ela do Eguiberto. Nessa hora foi que ele se cortou”, disse a jovem. 
(*) Fonte: Cidade Verde, Texto: Rayldo Pereira e Caroline Oliveira


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